O Mês dos Bigodes
O Movember é uma brincadeira com a a junção das palavras moustache e November. O movimento que começou em 2003 em Melbourne, na Austrália ganhou relevância ao se tornar uma campanha para conscientizar os homens da importância de fazer exames periódicos de câncer de próstata e de testículos. No mês de novembro os homens que querem participar da brincadeira deixam o bigote crescer. Para ajudá-lo a participar da brincadeira temos exemplos de bigodes famosos que fazem parte da história. Inspire-se neles e escolha a melhor forma de se adaptar ao movimento.
Clark Gable pôde contar com o charme de seu bigode que marcou época.
Frank Zappa foi outro roqueiro que adotou o bigode como marca registrada
Freddie Mercury, líder do Queen, deixou sua marca registrada na música e no universo dos bigodes
Carlitos, o personagem eternizado por Charles Chaplin, foi um dos pioneiros do bigode clássico do cinema
Nos anos 80, nenhum outro bigode fez tanto sucesso quanto o do ator Tom Selleck no seriado Magnum.
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Saúde do Homem
O mês de novembro é especialmente dedicado a saúde masculina. Um mês com atividades como o Novembro Azul e o mundialmente conhecido Movember ou MO, onde os homens deixam o bigode crescer para alertar os homens acerca do câncer de próstata e outras doenças que os afligem. São ações importantes e necessárias a conscientização masculina e a mudança de cultura do homem em relação ao cuidado com a saúde.
Apenas 30% dos homens buscam orientação médica, fazem exames preventivos de doenças autoimunes e procuram as unidades básicas de Saúde (UBS), sem serem levados. Os dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) são confirmados pelos números do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), responsável pela formatação de dados e pesquisas do Ministério da Saúde (MS).
Os números apontam, que diferente do que pensa a maioria da população, as causas de morte mais comuns entre os homens são: infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), doenças causadas pela falta de controle da pressão arterial e diabetes, principais responsáveis por problemas cardiovasculares. A falta de prevenção faz com que os homens, segundo dados do Ministério da Saúde, vivam sete anos menos que as mulheres.
A pesquisa tem como base pessoas com idades entre 19 e 59 anos.
Como causas externas, a pesquisa aponta que de cada dez homens que morrem, oito são vítimas de acidentes de trânsito, provocados por imprudência ou pela combinação letal de álcool e volante, segundo os números do Datasus para todo país.
Para ajudar a mudar esses números alarmantes, O Barbeiro promove o Movember Floripa com atividades na barbearia e discussões acerca da saúde masculina.
Este ano teremos a terceira edição do Movember Floripa.
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O Amor de Um Pai Moderno.
O culto a imagem da mãe é socialmente mais difundida do que a imagem do pai. Contudo, isto está mudando. A imagem social do homem que não destacava as suas funções de pai perdeu terreno para um novo tipo de pai.
Os homens que se dedicavam pouco à educação dos filhos deixando a responsabilidade nas mãos das mulheres já não são bem vindos à sociedade atual. O abandono paterno está fora de moda. Hoje é muito discutida a importância paterna na geração, cuidado e educação dos filhos.
A Importância Paterna
É ainda muito recente e muito novo para o homem o reconhecimento da importância do papel paterno no desenvolvimento dos filhos, mesmo durante a vida fetal. Por isso o pai tem de conhecer melhor seus deveres e direitos acerca da educação do seu filho. A literatura científica aponta que a participação efetiva do pai na vida de um filho promove segurança, autoestima, independência e estabilidade emocional.
O pai é a primeira pessoa que mostra à criança que ela pode confiar em mais alguém, além da mãe. Assim, a relação de total dependência materna é amenizada e os pequenos começam a encarar o mundo e a se entrosar na sociedade. A figura paterna dá segurança à criança, principalmente ao filho. Apesar de historicamente na composição da família a mãe ter tido uma papel mais presente na educação dos filhos, atualmente, com as inúmeras mudanças sociais e na legislação, os homens estão cada vez mais conscientes e presentes na educação dos filhos.
O Pai Moderno.
“Não basta ser pai. Tem que participar”.
Os homens atuais dividem as tarefas de casa. Entenderam a importância do cuidado e que este vai muito além de pagar contas. Atualmente a representação da paternidade deixou de lado o estereótipo do homem que se dedica só ao trabalho. Mais afinados à modernidade os pais são o retratado de uma alma mais sensível. Conectados às tecnologias estão sem receio de serem emocionais ou de sujarem as mãos com algumas fraldas.
Os Dez Mandamentos do Pai
A psicóloga Maria Tereza Maldonado – autora de Comunicação entre Pais e Filhos, Vida em Família e Sementes do Amor (entre outros) – fala sobre os dez aspectos essenciais ao pai moderno. Apesar de estarem cada vez mais atuantes, carinhosos e participativos, muitos pais ainda ignoram a extensão de sua importância na vida dos filhos. Confira e enriqueça o relacionamento com seus baixinhos – sejam pequenos ou não.
- O homem tem de aprender a exercer a paternidade responsável.
Essa atribuição familiar deve começar desde a infância, quando os garotos devem ser ensinados a cuidar do próprio corpo e, na adolescência, a cuidar da saúde sexual, da anticoncepção, não deixando a responsabilidade só para a mulher. O menino também precisa ser ensinado a cuidar do planejamento familiar de forma que ao se casar ou ter uma união – e pense em ter filhos – a paternidade seja efetivada de forma responsável e consciente. Algumas famílias ainda enfatizam que são as meninas que devem prevenir a gravidez, sem pensarem tanto em transmitir tal valor aos meninos que, afinal de contas, também geram filhos e podem tê-los precocemente. Mesmo quando já adultos muitos homens ainda pensam que cuidar da anticoncepção é uma tarefa feminina. E, lamentavelmente, muitos ainda desaparecem em caso de gravidez não planejada ou não desejada. Ou até mesmo quando são casados e se separam, ainda é bastante expressivo o contingente dos que se recusam a assumir as responsabilidades decorrentes da paternidade – seja em termos de suporte financeiro e, muito mais frequentemente, emocional.
Esse pai moderno precisa educar seus filhos desde cedo de forma a não contribuir para eternizar o modelo “quem cuida dos filhos, da anticoncepção ou do planejamento familiar é a mulher”. Todos os outros mandamentos não deixam de ser desdobramentos deste primeiro, absolutamente essencial.
- Equilibrar as funções de homem, pai e profissional.
Hoje, quando as mulheres trabalham ativamente e compartilham com o homem a função provedora, os homens ainda estão superenfatizando a vida profissional, a necessidade de ganhar dinheiro e de prover a casa. A atividade profissional acaba ocupando uma fatia enorme do cotidiano masculino em detrimento da presença paterna. Uma transformação importante do pai moderno é ele poder trabalhar melhor a ideia de que “o homem não é só para trabalhar”. O trabalho não deve mobilizar tanta energia e tempo em detrimento da disponibilidade para estar com sua companheira, encantá-la e compartilhar tudo de forma mais extensa. O mesmo vale para os filhos: não basta chegar em casa, dar um beijinho e continuar trabalhando (falando no telefone, verificando extratos bancários), enquanto os filhos ficam no quarto assistindo televisão, sozinhos ou com colegas. São queixas infantis frequentes: “Meu pai não fica comigo, não conversa, nunca tem tempo para mim.” O equilíbrio entre o papel de pai e profissional abre para o homem a perspectiva dos valores pessoais. Quando ele percebe sua própria importância, ele se valoriza como pessoa e percebe a falta que faz aos filhos e à companheira.
- Compartilhar com a mulher as funções de provedor e cuidador.
Embora hoje muitos homens já participem mais das tarefas domésticas, ainda é extremamente comum que a partilha com a mulher não seja igualitária. Ainda predomina a ideia de que “cuidar da casa é coisa de mulher”. E isso se reflete muito na educação dos filhos. O cenário que predomina é o de que as filhas devem ajudar, não sendo igualmente comum que seja solicitado o mesmo do filho: lavar a louça e arrumar o próprio quarto. Prevalece também a ajuda do homem em casa como um favor prestado e não como uma responsabilidade.
Os filhos vão adorar ter um pai que brinque e se divirta com eles; que divida interesses comuns, como resolver um problema no computador ou assistir a um desenho animado na TV. E cabe à mulher incluí-lo nesse processo de paternidade desde cedo, sem considerá-lo desajeitado, e levá-lo a sentir-se necessário nos cuidados até mesmo com o neném.
- Criar oportunidades para participar da vida dos filhos.
Apesar da falta de tempo, é preciso estabelecer prioridades e ter criatividade para inventar momentos de proximidade. Por exemplo: o pai, sendo ou não separado da mãe, pode combinar de levar o filho ao colégio, e aproveitar o tempo de percurso para conversar, participar do dia-a-dia da criança. Em caso de pais separados ainda é muito comum que o filho se enquadre no regime absurdo das visitas semanais ou quinzenais, um sofrimento desnecessário para pais e filhos. A guarda e convivência compartilhadas, quando pai e mãe assumem responsabilidades na partilha de tarefas, garantem ao filho o direito de manter o convívio com ambos, apesar de estarem separados.
“Ainda é dolorosamente comum o afastamento progressivo entre pais e filhos após a separação”, diz Maria Tereza Maldonado. O casamento pode ser desfeito, mas a paternidade não. E essa relação pai-filho precisa ser alimentada com afeto, atenção e presença. Sobre aquela velha história de “o que vale é a qualidade e não a quantidade do convívio”, não existe qualidade de convívio sem o mínimo de quantidade.
- Abrir canais de comunicação com toda a família.
Uma queixa ainda muito comum dos filhos de todas as idades é a dificuldade de comunicação com o pai. “Meu pai não conversa comigo, é fechado, está sempre ocupado”. O homem que super dimensionou o trabalho na composição da vida chega à casa estressado e cansado. Muitos ainda não descobriram que é possível relaxar e se divertir junto com os filhos. Eles acham que isso só vai acontecer com um copo de bebida e uma conversa com amigos depois do expediente. Inúmeros ainda levam trabalho para casa, ou deixam para dar telefonemas profissionais à noite. Então os filhos percebem que papai está fisicamente presente, mas inacessível. Está ocupado, como sempre.
Além disso, os homens ainda são criados de forma a ter dificuldade para expressar seus sentimentos. São muito práticos, mas não têm facilidade em pensar sobre as sutilezas dos relacionamentos – nesse aspecto, se queixam das mulheres, que vivem querendo conversar, refletir sobre a relação. Por sua vez, as mulheres se queixam de que eles são muito objetivos, mas não permitem vislumbrar o que se passa no seu interior, além de não ter paciência de ouvir. Viabilizar canais de comunicação é abrir canais da escuta; criar oportunidades do tipo ficar com o filho na hora de dormir, não só para contar uma história, como para escutar como foi o dia. Para ouvir confissões que às vezes só saem nesse momento de aconchego e relaxamento.
- Ajudar a construir no dia-a-dia um novo modelo de masculinidade.
Infelizmente, o grau de violência doméstica é altíssimo: mulheres e crianças continuam sendo humilhadas e maltratadas verbalmente e fisicamente. E isso ainda tem muita ligação com o modelo distorcido de masculinidade como sendo o da força bruta, que “as coisas se resolvem na pancadaria”. Existem pais ainda que recomendam aos filhos: “se receber um tapa, retribua com dois”, como se a agressão física se constituísse numa maneira sensata de resolução de problemas e dificuldades. Muitos adolescentes são estimulados a isso até por uma distorção das lutas marciais: brigar é sinônimo de masculinidade. São muitos conceitos distorcidos que ainda estão dentro da construção do machismo: identifica-se erradamente virilidade com brutalidade e violência. Na verdade, resolver conflitos por argumentos fortes e sólidos exige muito mais força do que dar um tapa ou um soco.
- O pai moderno precisa colocar limites para educar o filho.
A omissão da ação paterna na colocação de limites é um problema sério. É papel de o pai estimular leis de boa convivência, ensinando que masculinidade não é sinônimo de brutalidade ou grosseria. E que espontaneidade não é indelicadeza ou falta de educação. “Que ele possa dizer a seus filhos e filhas que a lei básica do bom convívio é ter gentileza, respeito e consideração pelos outros”, diz Maria Tereza Maldonado. Não vale ser grosseiro, nem confundir intimidade com agressividade. Esses comportamentos inadequados por parte dos filhos não devem ser tolerados, e sim bloqueados para que se desenvolvam alternativas mais civilizadas de comunicação. Há pais que passam a mão pela cabeça dos filhos se eles estão ofendendo a mãe, que fica magoada com a agressão e a omissão paterna. Uma das funções paternas é combater relacionamentos desrespeitosos. Esse tipo de abuso não deve ser tolerado nem justificado. O pai deve desenvolver habilidades de comunicação para ensinar a criança a exteriorizar de maneira não ofensiva o que a desagrada. “Isso é extremamente importante e significa desenvolvimento da inteligência relacional – saber administrar a raiva”, lembra a psicóloga. Quantas pessoas não conseguem ficar muito tempo no mesmo trabalho porque são estouradas, tratam grosseiramente o superior ou o colega, viram a mesa!
- Construir a masculinidade e desenvolver a força da gentileza e da ternura.
Poucos se dão conta de que essa força é um desdobramento do conceito de masculinidade. Até nas escolas, meninos mais tímidos ou mais sensíveis pode ser alvo de agressão. A sensibilidade, a timidez ou o carinho são características tidas como femininas. Nada disso. São, na verdade, características pessoais. O pai moderno deve cultivar essa postura: sensibilidade e ternura também fazem parte do desenvolvimento de pessoas de qualquer sexo. Quantas vezes a gente vê a repressão da ternura e da afetividade até no contato físico. O pai que abraça a filha ternamente, mas que não age da mesma forma com o filho porque isso não é coisa de homem. Esses preconceitos com relação à construção da masculinidade precisam ser profundamente revistos para dar margem ao desenvolvimento de pessoas mais inteiras e integradas.
- Libertar a criatividade e a imaginação para relaxar e divertir-se com os filhos.
O adulto não deixa de ser criança. Mas há dificuldade para aceitar essa ideia. O que acontece é que incorporamos a nossa criança e o nosso adolescente à nossa parte adulta. Quando tudo está bem integrado dentro de nós, podemos abrir nossos canais de comunicação com crianças e adolescentes e curtir a presença deles e o relacionamento com eles. Mas se tal aspecto está reprimido em um homem adulto, deve ser desreprimido. Isso vai introduzir uma leveza maior à paternidade. Muitos homens a temem pela responsabilidade que acarreta, ou porque vão ter que se tornarem mais sérios. Com isso são levados a não valorizar a parte lúdica da paternidade. Maneiras muito bacanas de se divertir, de relaxar, de desestressar da rotina diária são dar um passeio com o filho, ver um filme com ele, empurrar o carrinho do bebê na beira da praia ou na praça. Na falta dessa habilidade, caso ocorra a separação os homens ficam totalmente perdidos: não sabem o que fazer com seus filhos, o que conversar, para onde levar. Fica patente nessa hora a falta da intimidade não construída. Acabaram-se os escudos. O pai percebe que o filho é um desconhecido: quem é aquela criança? E com a criança acontece a mesma coisa: o pai é um estranho. Mas a qualquer momento é possível partir para essa (re)descoberta. Você pode arregaçar as mangas e começar a construir uma intimidade, um vínculo forte com seu filho, ao descobrir interesses comuns, por exemplo.
- Assumir as responsabilidades paternas e familiares.
Pais que são casados muitas vezes descansam neste aspecto: tem a mãe que cuida. Acomodam-se em não estar na linha de frente, posição que delegam à mulher. Com isso, o homem cria a posição da presença ausente, achando que a mãe é que tem importância e ele é uma presença secundária. Quando esse homem se separa, continua a pensar da mesma forma: “as crianças estão morando com a mãe, eu pago todas as contas, cumpro meu papel”. Essa desvalorização da presença esbarra na falta de autoestima: “só sirvo para pagar as contas”, “meu filho só me procura para pedir dinheiro”. “Esse é o relato que se escuta de muitos pais”, explica a psicóloga. Tal admissão representa que a relação não foi explorada nas dimensões que poderia ter sido. O pai se permitiu uma função recortada, restrita. Se o homem restringe as dimensões de sua paternidade, ele limita seu desenvolvimento como pessoa, além de limitar as possibilidades de se tornar, além de bom pai, amigo do filho. Isso também é paternidade responsável.
Fontes: http://educacao.aaldeia.net/corpo-homem-pai/
http://www.mtmaldonado.com.br/entrevistas/dez_mandamentos_pai.php
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HISTÓRIA DA BELEZA MASCULINA
O atual discurso que os homens estão se preocupando mais com a beleza, a estética capilar não é totalmente verdadeiro.
A preocupação com a saúde, a estética dos cabelos masculinos remontam a antiguidade.
Um traço característico do antigo Egito, o cuidado com os cabelos já possuía um arsenal tecnológico de tratamentos, tesouras, loções e pentes que eram guardados em caixas luxuosamente decoradas. As cabeças raspadas e lisas, os corpos sem pelos a partir de 3.000 a.C. demostravam sinais de nobreza no Egito.
Inventores das cabeleiras postiças, a moda egípcia exigia que homens e mulheres usassem perucas de cabelo humano ou de lã de carneiro.
As barbas postiças eram populares entre os homens. A tintura azul-escuro era usada para conseguir a cor preta (predileta) das perucas e barbas e a hena, um pó feito das folhas da alfena egípcia, dava um tom vermelho-alaranjado aos cabelos e unhas.
Os estilos mais populares de cabelo eram os cortes retos, cujo comprimento variava desde a altura do queixo até abaixo dos ombros, sendo usados geralmente com franja.
Os salões de barbeiro surgiram na Grécia Antiga. Conversas sobre política, esportes e eventos sociais eram mantidas por filósofos, escritores, poetas e políticos, enquanto estes eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam massagens.
Os cabelos eram principalmente espessos, escuros, usados longos e ondulados. A cosmética a base de óleos, pomadas, graxas e loções serviam para dar brilho e perfume.
Os cabelos loiros eram raros e admirados pelos gregos. Ambos os sexos descoloriam seus cabelos com infusões de flores amarelas. As barbas, verdadeiras ou falsas, continuaram populares até o reinado de Alexandre o Grande.
Na Roma Antiga, as barbearias continuaram sendo instituições sociais, tendo um grande número de barbeiros que prestavam seus serviços nos mercados e casas de banho públicas. Os cidadãos prósperos ofereciam aos seus convidados os serviços dos seus barbeiros particulares
Os cabelos e a barba eram ondulados com ferro quente. Muitas poções eram usadas para prevenir a queda dos cabelos e o seu embranquecimento.
O estilo de cabelo mais popular entre os homens era curto, escovado para a frente e com ondas.
No século XX a moda dos cabelos aliou-se à tecnologia. A pesquisa científica sobre cabelos começou quando a higiene pessoal se tornou um meio de prevenir o acúmulo de piolhos e sujeira, que ficavam escondidos sob as perucas, pós, perfumes e poções que vinham sendo usados pelo homem.
Só no início do século apareceram os salões de beleza para mulheres. Nos mesmos padrões das antigas barbearias gregas serviam como um ponto de encontro e apenas para cuidar dos cabelos.

” Quando o inventor da máquina de ondulação permanente, Charles Nestle, anunciou a abertura de seu salão de beleza em Nova York, sessenta e duas mulheres responderam. Sessenta e um foi embora sem o permanente, assustado ou pelo aparelho acenando em si (apesar de ter sido garantido à prova de choque) ou o preço. Mas uma mulher ficou e este foi o início do sucesso americano da Nestlé. Em 1919 a Nestlé permanente fazia parte do regime de beleza de muitas mulheres ” (Campbell, após a página 112).
Com o advento da eletricidade, em 1906, Charles Nestle (Londres), inventou a máquina de fazer ondas permanentes nos cabelos.Mesmo levando aproximadamente 10 horas para concluir o processo de ondulação permanente dos cabelos, poupou as mulheres de incontáveis horas usando o ferro quente para fazer ondas.
No ano seguinte, um estudante de química francês, Eugene Schuller, fundou a empresa L’Oreal, criando uma tintura para cobrir os cabelos grisalhos com cores naturais e usando um processo permanente.
A moda masculina de cabelos não mudou radicalmente na primeira metade do século XX, prevalecendo o “look clean” que tinha a influência militar das duas guerras mundiais.
Elvis Presley ajudou a mudar isso com as suas costeletas compridas e o topete brilhante. Mas, foram os Beatles que, pela primeira vez em muitas décadas, tornaram novamente populares os cabelos mais compridos para homens.
A partir da década de 70, houve ampla aceitação de estilos variados tanto para homens quanto para mulheres, desde os cabelos soltos e naturais até o estilo “punk”.
Seja por superstição, por costume, ou por vaidade, o ser humano sempre dispensou, e dispensa grande atenção ao cabelo. Hoje podemos contar com um imenso arsenal para essa tarefa.
Compridos ou curtos, lisos, crespos ou ondulados, qualquer que seja a cor ou o seu estilo de cabelos, o importante é manter a saúde deles.
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Mágoa: Como viver Sem Ela
Do latim macula, a mágoa é um sentimento de desgosto, de profundo pesar que aumenta a sensação de amargura, tristeza e ressentimento que pode deixar resquícios duradouros no tempo de vida, sendo possível, por vezes, perceber este sentimento no semblante, nas palavras e nos gestos de uma pessoa que a carrega.
Como uma das emoções mais nocivas que o ser humano pode guardar, mágoa tem sua base nas feridas emocionais que cultivamos desde a mais tenra idade. Estas feridas como o seu alimento ideal nos torna tão suscetíveis ao melindre. E essas dores é que destroem a qualidade de vida de qualquer pessoa. Não é a toa que para William Shakespeare a mágoa altera as estações e as horas de repouso, fazendo da noite dia e do dia noite.
Bebendo a Energia do Outro
É possível acabar com a mágoa? É possível ter uma vida plena não focando tanto nossas energias no que nos destroem? Simone Weil (1909 – 1943), filosofa francesa, define o ato de magoar alguém como a transferência da degradação que temos em nós para outrém. Infelizmente ainda vivemos em uma sociedade onde os mecanismos individualistas se sobrepõem sobre o todo.
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Necessidade
Um dos nossos pensamentos mais poderosos que contamina todo o nosso sistema é o da necessidade.
A palavra necessário significa que não pode ser de outra maneira, do latim “não ceder”.
Quando dizemos que é estritamente necessário, estamos passando a ideia de que não pode ser de outra maneira. Ficamos assim sob a retenção de algo que nos prende, que não conseguimos colocar de lado ou ser de uma outra forma. Assim, a palavra necessário evoca uma gama de sentimentos poderosos que nos coloca numa prisão do pensamento. Se não pode ser de outra maneira significa que nem precisamos tentar, pois, não temos motivos ou motivação parta tal.
Necessidade X Contingência
Para vencermos tal construto devemos entender o que significa necessidade e o que é a contingência. Quando compreendemos o que significa a necessidade e a contingência teremos uma maior compreensão da realidade. Para isto, talvez devêssemos colocar o nosso conceito de necessidade sob o âmbito da contingência e ver o que realmente sobra dele. Assim, a noção do que é real, a noção da realidade é extremamente importante para a nossa composição psíquica na construção do que realmente é necessário.
As suposições sobre o que necessário são condições que levam com uma força muito grande ao não diálogo.
Por exemplo: Quando colocamos questões religiosas como: “Deus é uma necessidade absoluta”. Ou questões políticas: A noção de que a nação deve ser soberana. Se não há como deixar tal condicionamento de lado, consequentemente tudo o que for contrário será motivo de luta e separatismo. A maioria das pessoas aceitam tal suposição sem qualquer tipo de questionamento quem nem observarão as contingência sob ao qual tal asserção foi construída devido ao poder do condicionamento, da crença e do reflexo ante a este pensamento que é estritamente necessário.
Quando ouvimos: “Isto é necessário” – somos compelidos automaticamente, impulsivamente não vendo que há todo um processo e um sistema envolvido neste processo. Já existe um sistema configurado e configurando o impulso automático.
Portanto, é muito importante prestarmos a atenção nas nossas noções construídas sobre a necessidade. O que se assume como necessário e absolutamente necessário, e como isso mexe com cada um de nós.
É “necessário” entendermos com clareza tendo percebimento de que todo este processo está conectado para podemos mudar estes reflexos aparentemente impossíveis de serem mudados.
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A Mentira
Que vantagem têm os mentirosos? A de não serem acreditados quando dizem a verdade, segundo Aristóteles.
Mas, quem é de verdade sabe quem é de mentira?
Para mentir é necessário sabermos a verdade. Sabermos que somos nós. E o que somos senão uma idiossincrasia das leis e regras sociais ao qual somos submetidos antes mesmo do nosso nascimento.
E nestas condições a mentira tem o seu valor. Mesmo na natureza o efeito de enganar serviu e serve claramente a sobrevivência das espécies. O lobo que se disfarça de ovelha não está mentido ou em contradição com a sua natureza de lobo. Este julgamento fica de acordo com as ovelhas que foram enganadas´ou não tiveram a capacidade de discernimento do que é um lobo disfarçado…
E, nós humanos não somos tão diferentes dos lobos quando temos que lidar com a realidade nua e crua da nossa natureza animal.
Em condições normais, um ser humano costuma mentir de duas a três vezes por dia.
E a mentira funciona por inúmeras razões.
Mentimos para obter vantagens. Para evitar ou adiar consequências negativas que a descrição completa e fiel dos eventos acarretaria em determinadas ocasiões.
Segundo a parábola de autor desconhecido, a verdade visitava os homens; sem roupa e sem adornos, tão nua quanto o seu nome.
E todos os que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.
Assim a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.
Numa tarde, muito desolada e triste, encontrou a Parábola que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
— Verdade, porque estás tão abatida? – perguntou a Parábola.
— Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!
— Que disparate – riu a Parábola – não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava era bem vinda.
Então a Parábola falou:
— A verdade é que os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada!
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Como Cuidar dos Cabelos masculino
Buscando o que há de melhor no quesito estético, os homens estão consumindo mais.
De acordo com a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), o Brasil ocupa o segundo posto entre os consumidores de produtos lançados para o público masculino, perdendo apenas para os Estados Unidos.
A cosmetologia masculina avança com produtos específicos alterando o comportamento do homem no uso diário de produtos que não tenham o seu selo específico.
Como exemplo de cuidado estético, na atenção ao cabelo masculino os homens devem repensar sobre as suas diferenças em relação ao cabelo feminino. Devido ao hormônio masculino, os cabelos masculinos crescem mais rápidos, são mais brilhosos e resistentes. Porém, estão mais sujeitos à calvície do que os femininos.
Algumas dicas para os homens no cuidado do cabelo:
1) Os fios devem ser bem lavados para controlar a oleosidade do cabelo, de preferência com xampus específicos, com atenção para não deixar resíduos no couro cabeludo;
2) O xampu deve ser apropriado para o seu tipo de cabelo;
3) Cabelos grisalhos necessitam de xampus adequados, caso contrário podem ficar amarelados;
4) Não utilize sabonetes para lavar os fios, pois eles possuem componentes que podem agredir os fios proporcionando a quebra;
5) Hidratações quinzenais são importantes para fortalecimento dos fios.
6) Utilize produtos especificamente para homens. De preferência para xampus sem sal, sem corantes e com PH fisiológico (6,5);
7) Lave o cabelo diariamente. O hábito de lavar a cabeça diariamente é saudável porque vivemos em um país tropical, com temperaturas medianas quase o ano todo;
8) Não durma com os cabelos úmidos. Esta prática contribui para o aparecimento de descamação no couro cabeludo. O que pode provocar a queda de cabelo;
9) Dê preferência aos produtos com proteção solar;
10) Não deixe resíduos de xampu no cabelo. Enxágue bem e de preferência em água fria;
11) Evite usar gel ou outros produtos a base de álcool diariamente, eles ressecam os cabelos e deixam os fios opacos;
12) Dê preferência ao mousse hidratante para modelar o cabelo, os outros modeladores costumam sobrecarregar os fios e abafar o couro cabeludo;
13) Não durma com gel no cabelo, pois pode ocorrer a quebra dos fios. Use fórmulas sem álcool e silicone (PVP);
Seguindo estas dicas seu cabelo vai ficar muito melhor! Afinal, cabelo caindo, opaco, oleoso ou com caspa não faz bem para a imagem de nenhum homem.
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