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Mika Rodrigues
Wednesday, 28 August 2013 / Published in Comportamento, Psicologia

O PREÇO DO VIBRADOR

material_cgnHistória curiosa na educação é o caso de um  professor de matemática que dava aulas na rede estadual de ensino em Cascavel, no oeste do Paraná, e foi afastado nesta sexta-feira (16) suspeito de pedir aos alunos para que resolvessem um problema. Na questão, ele usava as palavras “vibrador, camisola e sex-shop”.

Não paramos para calcular o preço da orientação sexual que temos dado às nossas crianças, adolescentes e jovens.

Enquanto ficamos moralizando um assunto tão natural tratando nossa sexualidade como algo anormal,  repleta dos tabus , proibições e polaridades, criamos humanos neuróticos, a mercê da dominação  de lideranças radicais e fundamentalistas na orientação sexual, causando o sofrimento que tanto temos vistos nos outros e em nós mesmos. É chegado o momento dos educadores, governos e família revisarem suas próprias orientações e propor algo novo em termos de educação e orientação sexual.

A religião trouxe o tema demonizando-o, inserindo a culpa e o medo e determinando o padrão hétero machista.

Os governos que seguem a cartilha da família hétero normativa por questões do pragmatismo político e de manutenção do poder evitam tratar o tema de forma mais clara e abrangente. Quando alguém se posiciona é logo taxado de imoral e defensor de kits que não condizem com o padrão tradicional “normal”.

A mídia se aproveita do tema como forma de consumo e no geral mantém o status. Tudo que não é traduzido como o “natural da família tradicional hétero reprodutora torna-se marginalizado.

Temos criado  marginais e nos marginalizado em termos da nossa sexualidade.

A compulsão ao erro, a proibição e o prazer pelo “erro” se tornou mais importante que o ato sexual. Desta forma continuamos criando este padrão doente de funcionamento social.

A energia sexual é a grande fonte de exploração social, psicológica, espiritual, politica  e econômica da escravidão humana.

É necessário que os jovens saibam tudo o que existe em termos de sexualidade humana para que eles tomem posse da sua própria sexualidade de forma sadia e tranquila, sem compulsões, medo ou culpa ou mediadores que os explorem.

Como teremos uma sociedade neste molde, se o comércio dos nossos jovens e crianças parte deste condicionamento. A sexualidade humana tem sido usada como sistema de troca a muito tempo.

E o preço dos vibradores são  vidas humanas na exploração das crianças nordestinas, no tráfico humano e no turismo sexual no Brasil e no mundo, na violência individual, social, religiosa. Isto  já é uma matéria a ser discutida entre as crianças e jovens no ensino público e privado.

O Núcleo Regional de Educação  afirmou que não foi o professor de matemática  que ditou o texto contendo as palavras “vibrador”, “camisola” e “sex-shop”. Em uma atividade de grupo foram os alunos que elaboraram o problema. Sinal que já são orientados. A escola, as famílias e autoridades, pela polarização moralista não estão sabendo dar uma resposta educativa ao tema que surgiu naturalmente em uma atividade de grupo.

Freud , numa época que pensar sobre a sexualidade era algo inaceitável, trouxe uma luz sobre o tema apontando que a sexualidade é um fenômeno advinda desde o nascimento como algo inerente ao sujeito, uma energia necessária que o impulsiona à vida.

Logo, o primeiro problema que o jovem enfrenta não é a sua sexualidade, mas as imposições que os adultos colocam em relação ao curso normal de se traduzir esta sexualidade em comportamento, a cópula. A doença está nos adultos que a transmite para as crianças como uma imposição social que suprimi a naturalidade da energia sexual da criança. A sociedade proíbe a  expressão normal da  energia sexual desde a mais tenra idade.

As crianças já estão prontas para receber orientação entre os quatro e cinco anos de idade, e a adolescência só é conturbada por que o moralismo adulto fomenta esta perturbação. Nesta idade a criança já está apta para entender o que significa o ato sexual, não devendo o adulto colocar as genitais como tabu  para a criança.

Neste processo de socialização a criança  deveria aprender a como manifestar a sua sexualidade em jogos que a ajudem  depois entrar na forma moral como a sociedade vai cobrar da mesma o comportamento de cópula. Neste período como temos ensinado nossas crianças?

É no “bla´, blá ,blá” de uma psicologia moralista que ajudando a efetivar as normas controladores sociais apenas proíbe o adolescente de seguir o curso normal da sua expressão sexual descarregando a energia no ato normal da cópula. A sociedade e as instituições morais se apropriam dessa energia e violentam o adolescente.

O processo de adolescer é a dificuldade do sujeito de expressar a sua sexualidade pelos tabus morais impostos pela família patriarcal.

O famoso complexo de édipo, nome dado por Freud, pelo fato do adolescente não poder ter a mãe como objeto sexual como tinha nas outras fases, e nem mesmo poder expressar isto na forma natural com outros sujeitos, pela proibição moral.

O Luto não é pela perda da infância mas pela perda da possibilidade de expressão de sua energia libidinal.

A imaturidade é dos adultos que impõem a mesma forma de imaturidade para o adolescente, em regras discrepantes com a naturalidade da expressão da libido neste período

Óbvio, que a única coisa que o adolescente quer é expressar a sua sexualidade e está sendo impedido por adultos infantilizados sexualmente, carregando todos os tabus que as instituições morais da sociedade lhes impuseram  como forma de controle.

Os pais e educadores precisam entender os fenômenos aos quais são comuns em todos os períodos, da infância  ao adolescer para que possam amenizar as tribulações pelas quais atravessam os jovens e consequentemente os próprios pais em sua formação hétero machista e as novas formas de informação ao qual são submetidas as crianças. Só desta forma poderemos acabar com doenças sexualmente transmissíveis, as compulsões sexuais  como abuso infantil, estupros, prostituição e tráfico humano.

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Tagged under: educação sexual, sexo, vibrador

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1 Comment to “ O PREÇO DO VIBRADOR”

  1. Observador says : Reply
    15 de July de 2022 at 15:36

    E Freud foi “heteronormativo”: filho com referencial na mãe (por ser o genero oposto), assim como a filha com referencial no pai! Até quando era comentado “amor entre primos” prevalecia de generos diferentes!

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