O Corte Infantil Sem Medo ou Lágrimas
Como levar seu filho para um corte de cabelo sem susto, medo ou lágrimas?
A experiência da criança na barbearia não precisa ser desconfortável para os pais ou para a criança. Tudo depende de como a criança é preparada.
Uma abordagem lúdica pode diminuir as suas preocupações e garantir a ida à barbearia como um passeio divertido e sem preocupações.
Prepare Seu Filho
As crianças são mais inteligentes e espertas do que imaginamos. Fale com a criança de forma simples e direta mostrando que arrumar o cabelo é divertido e indolor. Não use o termo “cortar” caso seu filho a associe com perigo, por exemplo, cortar o dedo. Use a forma “brincar de arrumar” o cabelo, “ou penteado divertido”.
Existem livros com imagens sobre cortes de cabelo infantil que ajudam o seu filho a se acostumar com a idéia de ter seu cabelo cortado.
Se você não encontrar um livro específico, crie um junto com seu filho um com imagens impressas de corte infantis. Na internet tem muitas imagens de crianças cortando o cabelo.
Os pais podem levar a criança para conhecer o local e o profissional ambientando-a para que não haja estranhamentos. Mostrar que o papai corta o cabelo e que é divertido ajuda bastante no processo, afinal as crianças aprendem muito em decorrência do comportamento dos pais.
Leve alguns itens
Geralmente as crianças não gostam de usar a capa de corte. Então levar uma camiseta a mais para o corte é interessante. Um brinquedo que a criança goste ajuda bastante. Elas adoram o próprio aparelho telefônico com jogos e vídeos infantis.
Segurá-la no colo confortando-a com um abraço ajuda bastante.
Registre o primeiro corte de cabelo e não se esqueça de guardar o primeiro cachinho.
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DIA DAS CRIANÇAS E O COMBATE A VIOLÊNCIA INFANTIL
Em diferentes países, o Dia das Crianças,é comemorado de acordo com a história e o significado da comemoração. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convencionou o dia 20 de novembro para se comemorar o dia das crianças.Nesta data no ano de 1959 oficializou-se a Declaração dos Direitos da Criança. Nesse documento, se estabeleceu uma série de direitos válidos a todas as crianças do mundo como alimentação, amor e educação.
No Brasil a tentativa de se padronizar uma data para as crianças aconteceu algumas décadas antes.
Em 1923, a cidade do Rio de Janeiro, sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. No ano seguinte o deputado federal Galdino do Valle Filho elaborou o projeto de lei que estabelecia essa nova data comemorativa. No dia 5 de novembro de 1924, o decreto nº 4867, instituiu 12 de outubro como data oficial para comemoração do Dia das Crianças.
A data se tornou unanimidade somente em 1955 a partir de uma campanha de marketing elaborada pela indústria de brinquedos Estrela.
Mais que um dia intensamente celebrado no comércio, o Dia da Criança deve refletir a luta pelos direitos infantis na luta contra o trabalho infantil e a violência contra a criança.
O avanço no combate ao trabalho infantil só é possível na intensificação de políticas públicas e proteção social das crianças e dos adolescentes. No Brasil, as políticas de combate ao trabalho infantil estão a cargo do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS), responsável pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o número de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos trabalhando nos últimos 12 anos caiu de 246 milhões para 168 milhões. Os maiores progressos na queda do uso desse tipo de mão de obra ocorreu entre 2008 e 2012 em todo o mundo.
A sociedade está mais alerta e mais atuante diante de casos de abusos e de violência contra crianças e adolescentes. Isso é um fator muito positivo no País nos últimos anos. As pessoas estão denunciando mais, sendo menos coniventes e omissas.
Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República mostraram que 77% das denúncias registradas por meio do Disque 100 entre janeiro e novembro deste ano são relativas à violência contra crianças e adolescentes, o que corresponde a 120.344 casos relatados. Isso significa que, por mês, ocorreram 10.940 agressões contra crianças e adolescentes, o que dá uma média de 364 denúncias por dia no País.
A violência doméstica é a que mais gera traumas nas crianças e nos adolescentes, sendo causada principalmente pela baixa condição social, uso de drogas. A ineficiência do Estado também é uma das maiores causas de violência infantil. A falta de rede de atendimento e de serviços que contemple as necessidades das famílias, torna a violência latente e as famílias mais vulneráveis. Ineficiência do Estado compreende-se também a falta de política habitacional, empregabilidade, questões na área da saúde e educação, e a precária e mesmo a inexistência de atendimento psicológico, políticas públicas de saúde mental. Sem dúvida, a dificuldade financeira, e a exploração do mercado financeiro é uma das principais causas de todos estes problemas. Famílias em dificuldade financeira estão sujeitas a todos os tipos de violência.
Dar condições para os pais, educando-os para que possam para que possam educar seus filhos de maneira adequada.

Abuso sexual é o segundo maior tipo de violência
Abandono, negligência e agressões físicas também entram na lista das principais causas notificadas
A conclusão do levantamento do Ministério da Saúde registrou 14.625 notificações de violência doméstica, sexual, física e outras agressões contra crianças menores de dez anos. A violência sexual em crianças de 0 a 9 anos é o segundo maior tipo de violência, ficando pouco atrás apenas para as notificações de negligência e abandono. A violência sexual contra crianças até os 9 anos representa 35% das notificações. Já a negligência e o abandono tem 36% dos registros. Os números são do sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA) do Ministério da Saúde. O VIVA possibilita conhecer a frequência e a gravidade das agressões e identificar a violência doméstica, sexual e outras formas (física, sexual, psicológica e negligência/abandono). Esse tipo de notificação se tornou obrigatório a todos os estabelecimentos de saúde do Brasil, no ano passado. A maior parte das agressões ocorreram na residência da criança atingindo mais meninos . Grande parte dos agressores são pais e outros familiares, ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
Crianças felizes são adultos felizes e imunes aos problemas de violência, abuso e exploração financeira.
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