PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Muitos foram os fatores que levaram a proclamação da república.
Mais de um século após a proclamação da republica, neste neste feriado de 15 de novembro podemos refletir algumas condições que determinam tal fato e um paralelo ante ao estamos vivenciando na atual democracia e a voz das rua nas manifestações.
A crítica dos grupos progressistas a monarquia que manteve por muito tempo a escravidão no Brasil, e a ausência de iniciativas de desenvolvimento do país, tanto político, econômico e social. A manutenção das castas e a ausência de um sistema de ensino com autos índices de analfabetismo e de miséria, seguido do afastamento político.
Claro que muita coisa mudou nestes 124 anos, e como não poderia ter sido.
Contudo, a escravidão no Brasil continua. Uma minoria que detém o poder político e financeiro. Uma maioria ainda vive o regime de escravidão e pobreza na terra brasilis, subjugados pelo analfabetismo do ensino fundamental, pelo analfabetismo funcional e o analfabetismo político e financeiro.
A grande massa do povo que trabalha produzindo as riquezas, não possuem acesso ao sistema financeiro, e quando o tem pagam muito caro por isto.
As condições de uma casta alheia aos problemas da população, num Congresso de partidos com representação fictícia dos desejos do povo é uma das razões que está direcionando esta grande maioria à revolta contra políticas públicas que priorizam o atendimento do mercado, dos grandes bancos, dos juros altos, dos impostos exorbitantes, sem devolver o que é de direito constitucional.
No discurso de falsa oposição os partidos se congregam e buscam apenas os seus interesses partidários. Como hienas que se juntam em prol da governabilidade, distribuem os nacos da riqueza, para depois em épocas de eleição se atacarem.
Vemos um Congresso que se diz uma democracia com o discurso que a luta entre partidos políticos não é uma luta pela sobrevivência, mas uma competição para “servir” o povo.
As coligações que vemos é um pragmatismo de manutenção desse sistema secular de castas. E cada Estado tem suas castas políticas.
E assim, o sistema se reinventa e se mantém igual a séculos no mundo. As diferenças são apenas do enredo, o teatro é o mesmo.
E a falsa crise econômica continua a manter os grandes lucros no mundo. A crise existe por que não existe uma distribuição democrática das riquezas do planeta. A crise fomente mais o enriquecimento das castas. Isto é secular.
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O PRAGMATISMO POLÍTICO
“A vida é inventada e cabe a nós inventarmos uma melhor.” Ferreira Gullard
Quem sempre deflagou a mudança na sociedade foi a classe média, sendo seguida por outros setores.
Ao dirigir as benesses populistas, do ex-presidente Lula, retirou da classe média e distribuiu para as classes mais pobres. E a classe rica beneficiou enriquecendo com o endividamento da suposta nova classe média oriunda dessa distribuição.
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A classe média se tornou o alvo dos problemas crescentes. Ficou insatisfeita com os partidos políticos que não têm mais o compromisso com a ideologia partidária, mas o pragmatismo. O pragmatismo em defesa de ideais próprios, ideais de mercado, do se dar bem em detrimento do patrimônio público, em síntese, corrupção.
Os partidos e os políticos são semelhantes. As demagogias políticas não são diferentes. O individualismo fala mais alto em relação a cartilha partidária. Como construção humana os partidos se fragmentaram internamente, uma contradição. No mar das individualidades brigam entre si.
O melhor deste fenômeno é não mais a existência das polaridades esquerda e direita. Esta seria uma interessante transformação se ainda não existisse a falsa utopia partidária transformada em rituais de perfumarias que tentam esconder o mofo das velhas práticas na corruptela dos políticos e dos partidos.
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