Desigualdade e Crescimento Econômico dos Países
O crescimento económico dos países está muito condicionado pelo aumento das desigualdades,

que atingiram o valor mais elevado dos últimos 30 anos. Os 10% mais ricos da população total da OCDE ganham agora 9,6 vezes mais do que os 10% mais pobres, quando nos anos 80 ganhavam 7,1 vezes mais.
Todos os governos aliados ao Mercado Financeiro são responsáveis por este fato.
Não existe crise, ela é forjada para que aja maior aumento de lucro. Inflação e juros alimentam o mercado.
Enquanto ficamos nesta polaridade “coxinhas” X esquerda caviar, “eles”, no poder dão risada e semeiam estas bobagens para que a população desvie o real foco da ditadura do sistema financeiro.
O fato é:
. A dita classe média e média baixa está vulnerável
. Os governos devem promover a igualdade de género no emprego e o acesso a emprego de qualidade.
. é necessário que se tomem medidas que encorajem o investimento em educação e na formação ao longo da vida.
. Na questão dos impostos, deveria-se ter a taxação da carga fiscal sobre os mais ricos.
. É necessário o investimento na indústria e não nas comodites para que se crie empregos e lucro sobre produtos agregados.
. Não mais colocar a dependência dos mais pobres apenas a projetos “esmolas”, mas que se crie apoios ao rendimento dos mais pobres, tanto trabalhadores, como desempregados.
O que temos visto atualmente nas polícas do nosso governo é uma total inversão disto tudo.
Exploraram a classe média que é empreendedora apesar de todas as dificuldades. Distribuiram o dinheiro da classe média e média baixa para os pobres e ainda enrriqueceram mais os ricos.
Sem contar com o constante aumento dos gastos farônicos do governo.
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Deus
Não estou falando de um criador. De um pai. De um ser supremo. De um espírito infinito criador e preservador do universo. De um ser superior sentado num trono. De algo infinitamente perfeito e inquestionável em suas leis. De uma divindade. De uma Trindade. De um personagem que, por qualidades extraordinárias, se impõe à adoração ou ao amor dos homens. De um objeto. De um culto. De uma tradição. De fanatismo. De verdades absolutas.
De um desejo ardente que se antepõe a todos os outros desejos ou afetos. De um compêndio teológico. De uma programação, um condicionamento, um aprendizado. De uma imposição. De uma crença. De uma fé. De uma obrigação moral. De uma punição. De uma recompensa. Do medo e uma explicação que acalma. De uma superstição. De monoteísmo ou politeísmos. De onipotência, onipresença, benevolência, bondade perfeita, zelo, sobrenaturalidade, transcendentalidade, eternidade e existência necessária.
De um ser incorpóreo, um ser intangível. De uma personalidade divina e justa.
Tais atributos foram todos anteriormente defendidos e suportados em diferentes graus pelos filósofos teológicos judeus e religiosos cristãos e muçulmanos. Tão iguais em suas crenças em maior ou menor grau de ilusão. Tão iguais em sua bondade e violência. Tão inclusivos e excludentes.
O que estou falando, permitam-me ilustrar através das palavras de Osho:
“Você está caminhando só; Deus está adormecido. De repente você vê alguém e sorri: Deus está desperto, o outro entrou. Seu sorriso não está isolado, é uma ponte. Você lançou uma ponte em direção ao outro. O outro também sorriu. Houve uma resposta. Entre vocês surgem um espaço que eu chamo Deus – uma pequena palpitação. Quando alguém vai até uma árvore e se senta ao lado dela, completamente alheio à existência da árvore, Deus está adormecido. Mas, de repente você olha para a árvore e surge uma onda de sentimento em relação a ela, e Deus desperta. Onde quer que haja amor, Deus está; onde quer que haja uma resposta, Deus está. Deus é o espaço. Ele existe onde existe união. Por isso eu digo que o amor é a mais pura possibilidade de Deus, porque ele é a mais sutil união de energias.
Amor é Deus. Esqueça-te de Deus, o amor fará tudo. “Mas nunca se esqueça do amor, porque Deus sozinho não adiantará.”
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Os Trabalhadores têm motivos para comemorar o 1º de maio?
As datas significativas para os trabalhadores geralmente não nascem de um evento feliz da história, mas representam marcos da luta por melhores condições de trabalho.
O Dia dos Trabalhadores comemorado em 1º da maio, relembra as dezenas de trabalhadores que em 1886 foram mortos pela repressão policial, na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos), quando, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias

Transposto para a realidade brasileira, através dos incipientes movimentos operários do início do século XX, o dia do trabalho não perdeu a sua característica de dia de luta e reivindicação por melhores condições de vida, para a classe trabalhadora.
Contudo, a sua incorporação pelo Estado, a partir de 1925, foi gradualmente mudando a natureza do dia do trabalho, que adquiriu uma conotação ambígua: por um lado, Estado, empresas e sindicatos – ideologicamente alinhados com a política governamental.
PL da Terceirização – Mercantilização do Trabalhador.
Governados por um partido que leva o nome do trabalhador, mas que na prática tem assolado o país, um Congresso conservador, que tem como prioridade defender os interesses patronais e se mobilizar apenas para atacar os direitos dos trabalhadores e as conquistas sociais, o que os trabalhadores tem a comemorar?
Especialmente em um ano onde o desenvolvimento está desaquecido ameaçando diminuir o lucro dos empresários. o Congresso conservador eleito em 2014 defende apenas os interesses patronais e só se mobilizamr para atacar os direitos dos trabalhadores e as conquistas sociais.
A votação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 4330/04, que libera a terceirização para todas as atividades das empresas, na prática, legaliza o desmanche da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), retirando direitos da classe trabalhadora e proporcionando aos setores patronais segurança jurídica para manter e até mesmo ampliar a precarização das relações e condições de trabalho.
Os trabalhadores em todo o Brasil devem sair em defesa dos seus direitos, da precarização da da saúde pública, da democracia, da Petrobras, das reformas política, tributária e agrária, do combate à corrupção.
Não se pode construir um país a partir do rebaixamento do ser humano.
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Assexuais
Você conhece alguma pessoa assexual?
Para a maioria das pessoas parece difícil alguém não sentir sentir atração sexual por ninguém, nunca.
Logo o sexo que é colocado como o prato principal nas nossas relações afetivas. Ao mesmo tempo tão proibido e explorado em todas as nossas propagandas e mídias que parece impossível alguém não sentir este tipo de atração. O sexo e sua energia é usado e explorado por todas as nossas instâncias da vida moral, social, política e religiosa, sendo uma das bases para vida em comunidade. Nossa sexualidade é tão ampla e tão limitada pelas nossas morais que tudo o que se afasta dos “padrões aceitáveis, controláveis” é colocado como anormal. Existiriam pessoas assexuais? Muitas pessoas veem a assexualidade como algo que precisa ser corrigido. É neste terreno que caimos no preconceito por não observarmos em primeiro plano todos os determinantes que orientam a nossa sexualidade.
O que é
Assexualidade é uma das formas de manifestação da sexualidade humana baseada na falta de atração sexual por pessoas. Essa é uma das definições mais bem aceitas da assexualidade, entretanto, ela não abrange todas as pessoas que adotam este rótulo. Podemos dizer que esse conceito ainda está em construção e que ainda não há uma delimitação exata para toda a sua abrangência.
· Se eu não sinto atração sexual, necessariamente sou assexual?
Não. A falta de atração sexual ocorre por diversos motivos, e a assexualidade é apenas um deles. Algumas pessoas não se sentem atraídas por homens ou mulheres devido à traumas, problemas hormonais ou transtornos psicológicos, os quais demandam tratamento médico ou psicológico. Logo, aqueles que não se sentem confortáveis com a falta de interesse sexual devem procurar tratamento.
· Isso significa que assexualidade não é doença?
Exatamente. É importante desassociar a assexualidade do transtorno do desejo hipoativo, pois enquanto este é um transtorno psicológico com diversas causas possíveis, a assexualidade ainda não possui uma causa específica que seja comprovada cientificamente. Mas pesquisas recentes, como a realizada por Lori Brotto, têm mostrado que pessoas as quais se identificam como assexuais não possuem sinais patológicos.
· Eu não sinto atração sexual, mas já me apaixonei. Isso significa que não sou assexual?
Parte dos assexuais afirma já ter se apaixonado. O sentimento de amor e a atração sexual não estão necessariamente associados. Por isso, da mesma forma que muitos praticam relações sexuais sem amarem seus parceiros, é possível amar alguém sem que se queira relacionar-se sexualmente com a pessoa, e é esse último caso que ocorre muitas vezes com os assexuais.
· Se eu já fiz sexo, então não posso ser assexual, correto?
Errado. As pessoas praticam sexo por vários motivos, os quais não estão necessariamente associados à libido própria. Satisfação do parceiro, manutenção de relacionamento, ou tentativa de entender como a sexualidade se manifesta são alguns dos diversos motivos que levam os assexuais a terem relações sexuais com outras pessoas.
· Assexualidade é a mesma coisa que celibato?
Não, pois o celibato é uma escolha, enquanto a assexualidade converge para um lugar mais próximo ao de orientação sexual. O celibatário é alguém que opta por não fazer sexo, e ele pode ser heterossexual, homossexual ou até mesmo assexual. Já o assexual é a pessoa que não sente a vontade de praticar relações sexuais, mas que pode praticá-la independente disso.
· Todo assexual é gay?
Homossexual é a pessoa que sente atração sexual por pessoas do mesmo sexo, diferente do conceito de assexualidade o qual está ligado à falta de atração sexual. Mas alguns assexuais também dizem serem gays, ou homorromânticos – utilizando-se a nomenclatura mais correta -, pois sentem atração romântica por pessoas do mesmo sexo.
· O que eu faço para ser assexual ou para me tornar assexual?
Nada. Diferente das orientações sexuais tradicionais, a assexualidade não se constitui por algo que você faça. Pode-se ser assexual praticando ou não sexo, beijando ou não beijando, amando ou não amando. Ela se refere a algo subjetivo e só diz respeito ao próprio assexual. E assim como não existe um tratamento ou método válido que permita a troca de orientação sexual, as pessoas não se tornam assexuais pela própria vontade.
· A assexualidade é uma orientação sexual?
Muitas das definições da assexualidade incluem-na na categoria de orientação sexual. Entretanto, ainda não existe um consenso sobre essa categorização, pois, assim como existem semelhanças entre a assexualidade e as outras orientações sexuais tradicionais, também existem muitas diferenças. Portanto, não é errôneo afirmar que a assexualidade é uma orientação sexual, do mesmo modo que não é incorreto afirmar o contrário.
· Eu sempre senti atração sexual, mas, de repente, deixei de sentí-la. Virei assexual?
Depende. A sexualidade humana é fluida, sofrendo mudanças ao passar do tempo, mas a repentina falta de interesse sexual também pode ser um sintoma patológico. É recomendável que a pessoa que deixou de sentí-la procure um médico ou psicólogo que a diagnostique se ela se sentir mal perante isso, mas ela também pode entender-se como assexual nessa situação. Assim como tudo que se refere à assexualidade, essa é uma questão bastante subjetiva, e apenas a própria pessoa, após a reflexão necessária, poderá chegar a uma conclusão mais exata sobre a sua sexualidade.
· Existem classificações que categorizam as diferentes formas de manifestação da assexualidade?
A AVEN (Asexuality Visibility and Education Network) criou algumas subclassificações da assexualidade para tornar mais didática a percepção das diferentes formas com que ela se manifesta. A divisão básica se dá na forma da assexualidade romântica e arromântica, em que o assexual romântico seria aquele que pode se apaixonar e o arromântico seria o assexual que não tem interesse em relações românticas ou não sente amor romântico. Os assexuais românticos se dividiriam, ainda, em heterorromânticos, homorromânticos e birromânticos. O sufixo “-romântico” é utilizado ao invés do “-sexual” para não confundir as subclassificações da assexualidade com as orientações sexuais tradicionais. Existiriam ainda os demissexuais, que são aqueles que se encontram entre a assexualidade e as outras orientações sexuais, sentindo atração sexual esporadicamente ou exclusivamente quando formam fortes laços afetivos e românticos com outras pessoas. Entretanto, essas classificações ainda estão em discussão na comunidade assexual brasileira, mas percebe-se que nem todos os assexuais se identificam com elas. E há um relativo consenso de que essas classificações são importantes em um plano didático, mas que não são essenciais na busca do autoconhecimento de cada assexual.
· Assexuais são pessoas desprovidas da sexualidade?
Não. A sexualidade é um dos elementos constitutivos da psique humana, e ela não se limita à atração sexual, pois a sua abrangência é muito maior.
· Meu amigo disse que, como não pareço ter muito interesse por sexo, sou assexual. Posso confiar nele?
A assexualidade não é um diagnóstico ou uma característica que você possa atribuir a outra pessoa. A única pessoa que pode dizer se você é ou não assexual é você mesmo, e as ferramentas que você poderá utilizar na busca deste saber é o estudo e a introspecção para a busca do autoconhecimento.
· Sexo, para mim, é sinônimo de pecado, sujeira, doença e imundice. Acho que todos que fazem sexo merecem morrer ou ir para o inferno. Sou, então, assexual?
É preciso ter muito cuidado com os nossos julgamentos e com as ideias que temos. Pelas nossas experiências de vida, formulamos os nossos julgamentos, e, muitas vezes, também formulamos impressões demasiadamente negativas do ambiente ou de fatos que podem refletir uma situação interna. O sexo não é sujo e não é uma doença. Se você acredita ser assexual por possuir essa visão negativista e patológica do sexo, pode ser interessante procurar um tratamento psicológico.
· Depois de uma grande desilusão amorosa eu perdi totalmente o interesse de fazer sexo. Estou confuso(a). Posso ser assexual?
Dependendo da angústia ocasionada, pode ser recomendável a procura de um tratamento psicológico ou de grande reflexão antes da pessoa ver se consegue se identificar com a assexualidade.
· Eu me identifiquei com todas as características da assexualidade, mas pratico a masturbação. Posso ser assexual mesmo assim?
Certamente. A masturbação pode ter diversos significados, não estando necessariamente ligado à fantasia da prática sexual. Muitos assexuais afirmam que a masturbação, para eles, é algo semelhante a uma necessidade fisiológica, e que a praticam sem pensar em nada. Entretanto, essa experiência pode ser diferente de assexual para assexual, e nem todos eles praticam a masturbação.
· Eu queria ser assexual para não sofrer mais. É possível?
A ideia de que o assexual não sofre é uma ilusão. Assim como heterossexuais e homossexuais, os assexuais têm as suas próprias angústias e problemas. Procurar um modo de mudar a sua orientação sexual não é a solução para os seus problemas.
· Ser assexual é tão triste quanto parece ser?
Existem assexuais que são tristes e outros que são felizes, assim como existem heterossexuais e homossexuais tristes e felizes. A orientação sexual é apenas um dos elementos compositivos do ser humano e a felicidade não está associada somente a ela. A ideia de que sexo é fundamental para a felicidade humana é resultado da cultura contemporânea de supervalorização do sexo, mas a sua prática não é pré-requisito para o alcance da felicidade.
· Os assexuais são pessoas espiritualmente superiores e moralmente evoluídas?
Orientação sexual não define caráter e moral. Assim como existem pessoas de outras orientações sexuais com uma moralidade mais desenvolvida, haverá assexuais com essa mesma moral. Entretanto, também existirão assexuais com uma deficiência nessa característica, assim como ocorre com outras pessoas.
· Eu digo que alguém é assexuado ou que alguém é assexual?
Assexual é um termo mais adequado, pois assexuado será aquela pessoa sem genitália ou o ser que se reproduz por bipartição, como as amebas. E, além disso, nós não falamos que as pessoas são “heterossexuadas” ou “homossexuadas”. Por isso, a comunidade assexual brasileira, de forma geral, sente-se mais confortável com a denominação “assexual”.
· Em raros momentos eu sinto ou já senti atração sexual. Posso, mesmo assim, ser assexual?
Sim. Como já foi respondido anteriormente, o conceito de assexualidade ainda está em construção por não abranger todos aqueles que assim se consideram. Existem pessoas que em quase todo o tempo não possuem o menor interesse sexual por pessoas, mas, em raras situações, podem sentir esse tipo de atração.
· A assexualidade é uma fórmula?
Lendo essas perguntas e respostas, é natural perceber o paradoxo entre respostas prontas e determinadas sobre a assexualidade e a subjetividade que é atribuída a ela em algumas questões. É importante saber que a assexualidade não é uma fórmula, e que estas questões, por mais que tenham respostas prontas, têm como objetivo libertar a pessoa de ideias pré-determinadas e preconceituosas. Então, esse é apenas o primeiro passo. A assexualidade é uma questão bastante ampla e complexa para se limitar somente às abordagens acima. Pesquise, reflita, compartilhe.
Fontes:
Cerca de 1% da população britânica, assexuais se unem para romper tabus sobre vida sem sexo
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A Diminuição da Maioridade Penal: O Triunfo do ManiqueÍsmo Numa Falsa Polêmica
“Os índices de criminalidade no Brasil são macabros. Mata-se mais em latrocínios aqui que no Iraque. E o que a mídia grande faz? Reduz tudo a uma única questão: ser ou não ser a favor da diminuição da maioridade penal.”
Vários casos de repercussão na mídia pressionam o Senado a tomar uma posição sobre a questão da violência cometida por adolescentes. Há os defensores da redução da maioridade penal para 16 anos.
A maioridade penal ou maioridade criminal define a idade mínima a partir da qual o sistema judiciário pode processar um cidadão como uma pessoa que se responsabiliza por seus atos, não existindo sobre ele quaisquer desagravos, atenuante ou subterfúgios baseados na sua idade. O indivíduo é reconhecido como adulto consciente das consequências individuais e coletivas dos seus atos e da responsabilidade legal embutidas nas suas ações. Definida pelo artigo 228 da Constituição a idade em que um jovem passa a responder inteiramente por seus atos como cidadão adulto é fixada em 18 anos.
A legislação brasileira adota o sistema biológico independente da capacidade psíquica ao entender que o menor deve receber tratamento diferenciado daquele aplicado ao adulto, por não possuir desenvolvimento mental completo para compreender o caráter ilícito dos seus atos.
Na legislação atual o menor infrator pode ficar mais de três anos internado em instituição de
reeducação como a FEBEM, hoje Fundação Casa, apenas uma mudança de nomenclatura. E não sabemos o que é pior nas instituições brasileiras de reeducação, as prisões comuns ou a crueldade e sadismo sofrido por jovens nas instituições. O que estamos vendo é um genocídio com que as elites brasileiras executam de maneira permanente seus planos de faxina social. Nosso sistema penal e prisional é de caráter seletivo e classista. Qualquer um que acompanha as mídias faz a leitura que os presídios são o que há de mais terrível, um sistema sádico que não contribui para a diminuição da violência, acentuando-a, marginalizando-a, a violência como algo prazeroso, utilizando da violência para satisfazer os desejos de uma elite de destruição dos nossos jovens, educando-os para se tornarem doutores em sadismo. Nosso sistema penal só contribui para o aumento da violência e para a insegurança pública. Ninguém dá a mínima para esta situação, e os políticos, os juristas vêem os presidiários como uma massa humana que deve ser retirada da vista, torturada e exterminada. E as mídias bombardeiam a cabeça da população nesta mesma visão, educando todos no prazer da tortura, na vitimização em massa, e quando tudo foge do controle, bradam os conservadores por aumento das penas, do sadismo institucionalizado na redução da idade penal, que apenas vai tornar lícito a violência que já existe. Quem continuará a ser as maiores vítimas deste sistema conservador? A grande massa sem acesso a uma vida digna de trabalho, hospitais, educação, gado marcado para consumo tanto da elite branca composta pelas grandes fortunas, políticos, juízes, e da elite do tráfico, dos grandes cartéis de drogas e de jovens para a escravidão sexual, financeira e do trabalho. Uma sustenta a outra. Portanto, é uma grande bobagem esperar pela boa vontade do judiciário, dos políticos e dos que detêm o poder financeiro uma mudança. Isto só ocorrerá a partir de quem é vítima direta deste sistema.
Não adiante ficarmos babando diante dos grandes pilares de nossa maravilhosa ordem social, tratando-os como os novos sacerdotes imaculados e inquestionáveis. “O Supremo”, uma instituição altamente conservadora, que não faz nada em relação a situação dos presídios e julga os grandes com olhares e direitos de penas diferenciadas, contribuindo ainda mais com a onda conservadora que se espalha pelo país.
Enquanto a grande massa de favelados está em guerra, os que desviam verba de hospitais, de merenda escolar, que fraudam licitações, que compram votos dos parlamentares, que são figuras de mando do tráfico de droga, de armas e de pessoas, que conduzem esquemas de lavagem de dinheiro em grande escala continuam em ação. Para a imensa maioria da população carcerária a prisão continua a única solução, e o encarceramento em massa, um grande negócio.
As penalidades previstas são chamadas de medidas socioeducativas. Crianças até doze anos não podem ser julgadas ou punidas pelo Estado. De doze a 17 anos o jovem infrator é julgado na Vara da Infância e da Juventude, podendo receber advertência como punição, obrigação de reparação do dano, prestando serviços comunitário, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade ou internação em estabelecimento educacional, não podendo ser encaminhado ao sistema penitenciário. E esta deve ser a aplicação da penas para os privilegiados. Querem tratar os jovens como adultos que tiveram todas as condições sociais e educativas para serem donos e responsáveis pelos seus crime e punidos pelo Estado, enquanto transformam os criminosos de colarinho branco em jovens que não tinham esta mesma responsabilidade, colocando-os em prisões domiciliares, penas alternativas, direito a todos os julgamentos e recursos.
Não vemos ninguém falar na melhoria das condições sociais desta juventude. Mau e porcamente se remetem a um problema educacional de forma genérica. E o que é educação?
Se querem diminuir a maioridade penal para os jovens, que estendam esta diminuição para os seus direitos. Direito ao acesso financeiro digno, que subtende-se ao trabalho bem remunerado e não escravo. As condições de crescimento com acesso e escolha de boas escolas e universidades para todos como manda uma constituinte tão aclamada como democrática. Educação que realmente discuta a diversidade religiosa, o uso de drogas, a diversidade de orientação sexual, para que realmente tenham capacidade de responder por elas.
Os defensores da redução da maioridade penal acreditam que os adolescentes infratores não estão recebendo a punição devida, sendo o Estatuto da Criança e do Adolescente muito tolerante com os infratores, não intimidando os que pretendem transgredir a lei. Têm como argumento a legislação eleitoral que considera o jovem apto para votar aos 16 anos. O direito ao voto imputa a responsabilidade diante da justiça.
Discute-se assim a redução da idade da responsabilidade criminal para o jovem com a fala das maioria em 16 anos. Há propostas para 12 anos como idade-limite com punições mais severas. Não sendo mais o tempo máximo de permanência de menores infratores em instituições de três anos como determina a legislação, e sim de dez anos. A maioridade penal somente quando o caso envolver crime hediondo e “imputabilidade” penal quando o menos apresentar “idade psicológica” igual ou superior a 18 anos.
Os combatentes da mudança na legislação acreditam que a redução na maioridade penal não traria resultados na diminuição da violência e ainda acentuaria a exclusão de parte da população. Como alternativa a proposta de melhorar os sistema socioeducativos dos infratores, investimentos em educação e a mudança na forma de julgamento de menores violentos estabelecendo regras mais rígidas e mesmo a aplicação adequada a legislação vigente. Enquanto isto no Ministério da Justiça, o ministro da justiça fala como cidadão comum dizendo o que todos dizem:
“Do fundo do meu coração, se fosse para cumprir muitos anos em alguma prisão nossa, eu preferia morrer”
Seríamos insensíveis ao sofrimento humano e no que tange as nossas moralidades na manutenção do nosso medíocre status social optando mais pela punição do que observamos a fundo o que fomenta o mercado da violência?
De que adianta estipularmos uma idade para a punição se a mesma está a tanto tempo conosco que nos acostumamos a ela. E há os que sentem prazer na punição como forma de poder.
Na política, na religião, na sociedade, em nossos condicionamentos, idiossincrasias individuais e coletivas a violência institucionalizada ou marginalizada como meio é um fato. Para isto necessitamos de Ministérios e ministros da justiça. De deuses e demônios. De policiais e bandidos na imensa e contraditória teia social, psicológica e sacra. Aumentaremos e pena e diminuiremos a cronologia de aplicação das mesmas. E no milênios de nosso existência conviveremos com a nossa violência, nosso medo e nossa culpa, nosso desespero, prazer e cegueira por não observarmos o fato de que tudo o que fizemos não resolveu e não resolverá nosso intrínseco desejo de justiça e vingança ante nossa pequenez existência. Nosso sistemas de condicionamentos políticos, religiosos e sociais e condicionamento não são e jamais serão justos. Então cruzaremos os braços disfarçando nossa hipocrisia como temos feito em nossos papéis como políticos, padres, pastores, pobres e ricos, ministros, presidentes, favelados ou burgos e gritaremos por justiça quando a mesma violência que não faz distinção invadir a nossa casa.
Não gostamos que nos apontem os nossos condicionamentos e condicionantes, mas diante da brutalidade do fato colocamos a solução ou a culpa neles. Tudo o que não funciona como gostaríamos depositamos a responsabilidade na educação. Uma da primeiras coisas que aprendemos em família, a educação. mas, o que é a educação?
A educação que o jovens tem recebido como modelo das políticas do Estado é que o crime compensa. As polarizações da mídia em relação as orientações religiosas e sexuais apenas geram mais separatismo e fomentam uma luta num país que nunca teve problemas com a diversidade aqui acolhida. Os grande nobres deste país semeiam a discórdia em temas de comportamentos de fórum íntimo, e, enquanto a massa atolada na pobreza física e intelectual se digladiam eles reinam soberanos tendo acesso a todos os direitos e as riquezas do país. As soluções apresentadas como mais do mesmo, aumento de penas, diminuição da idade cronológica não resolvem e não resolverão a miséria deste país.
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O Medo
O medo é uma das forças mais brutais na natureza. Não é algo ruim.
A milhares de anos nossos antepassados sobreviveram por possuir um comportamento extremamente medroso vivendo sempre em fuga do perigo. Mas, muitas coisas mudaram desde então.
Nosso cérebro humano evoluiu diante das contingências para ser extremamente medroso e sensível ao medo.
Apesar de não vivermos mais em situações extremas na natureza, a força do medo infelizmente ainda é a energia motora utilizada no aprendizado, condicionamento e controle social da humanidade.
Haja visto a forma como os governos, líderes religiosos manipulam a massa.
Há quem diga que mesmo vivendo civilizadamente, a quantidade de situações e estímulos que nos causam receio e medo hoje é incalculavelmente maior. Vivemos uma explosão de medo no mundo. Terrorismos, atentados, guerras, fome, inflação, falta de bens de consumo básico, fome , epidemias e morte. Não precisaria ser deste jeito, mas isto é um fato.
Assim, o medo não é uma abstração. Ele só existe em relação a alguma coisa. Mesmo que seja em relação a alguma ideologia, crença ou sobre o que designamos por medo.
O homem sofre por medo. O medo do vir a ser, o medo do não ser. O temor sob a ideia acerca de determinado fato nos torna cego diante da coisa tal como é e sobre o que pensamos que ela seja.
O medo como resultado do rotular, do nomear, do projetar um símbolo para representar um fato.
Ou seja, o medo não é independente da palavra. E mediante as palavras, símbolos e interpretações fugimos do medo na ilusão de entendê-lo.
Somos condicionados ao temor do desconhecido, ao temor das mudanças e ficamos aprisionados ao cotidiano por mais sofrimento que este estado do ser nos cause.
A mente com medo não é inteligente quando foge do fato e não o observa com clareza.
Somente numa completa comunhão com o fato é que o medo desaparece. Só há libertação e liberdade em relação ao medo quando a mente é capaz de observar o fato sem nenhum tipo de tradução, atribuição de nome ou rótulos.
O autoconhecimento é o começo da sabedoria e o fim do medo.
- Published in Comportamento, Geral, Psicologia
Democracia Reativa do Animal de Rebanho
Na atual democracia, no exercício do voto, o eleitor tem um papel meramente reativo. Esta eleição não é a eleição de um presidente, mas a tirada do atual mandato vigente.
“A democracia é o governo dos que não sabem”. – Wil Durant
– “A última causa da falência da democracia, está na popularidade da ignorância”. – Wil Durante
A Democracia que se Acha
Na democracia o povo acha que decide, acha que legisla, acha que governa, na democracia o povo se acha;
– Na democracia o povo é a parte podre do sistema, porque vota por interesses obscuros, ou seria pessoais;
A presunção da teoria democrática é a crença que o homem é um animal racional na falácia dicotomia razão versus emoção tão cultuada pelo homem. Nas atuais misérias democráticas o homem é apenas um animal emocional que só ocasionalmente raciocina. Pode ser certo, como pretendia Lincoln, que ninguém engana o povo eternamente, mas o número de tontos é incontável e por meio de sua manipulação um grande país pode ser dominado por muito tempo. As estatísticas revelam que o estoque mundial dos tontos é abastecidos com um jato de duzentos por minuto – índice de mau agouro para a democracia”; Wil Durantm
Em busca da hegemonia democrática, após a Segunda Guerra Mundial, criou no Ocidente, sob a hegemonia dos Estados Unidos, a unanimidade em torno da democracia como valor universal.
Pactuo com a crítica que Nietzsche faz em relação a democracia liberal da segunda metade do século XIX e faço uma ponte entre sua crítica e a nossa atual democracia.
A grande falácia da nossa atual democracia é sua origem e fundamento no cristianismo. No engodo de promover a igualdade entre as pessoas, tornou-se a decadência e a fraqueza da Modernidade. A democracia como uma secularização dos valores cristãos tornou-se a decadência da nossa política atual. A tal dita igualdade niveladora do ser humano, com as caraterísticas cristãs transpostas para o campo político é o fator da nossa debilidade política na sociedade atual. O culto do animal de rebanho com auxílio de uma religião vazia que atende apenas os apetites do animal-de-rebanho reproduzido na sua lógica de pensamento nas instituições sociais e no sujeito. O resultado é a atual desvalorização da política.
No aforismo 202 de Além de bem e mal, Nietzsche sustenta que, “com o auxílio de uma religião que fazia a vontade dos mais sublimes apetites de animal-de-rebanho, e adulava-os, chegou ao ponto em que, mesmo nas instituições políticas e sociais, encontramos uma expressão cada vez mais visível dessa moral: o movimento democrático é o herdeiro do cristão” .
Observamos hoje, na moral de rebanho e do escravo um descrédito, um niilismo passivo.
O que nos falta é a verdadeira paixão política.

Como um homem póstumo, Nietzsche tem muito a dizer acerca a respeito da política de nossos dias, como no caso do Brasil, apática, ou, no máximo, reativa.
Devido a nossa moral de escravos, ainda nos comportamos apenas de forma reativa ante os problemas da vida.
As crença na mística da natureza humana do pecado, da culpa, e do ressentimento, são sentimentos que se tornaram tão comuns que podem nos levar a acreditar que eles são inerentes ao homem.
Esses sentimentos morais tão inseparáveis da moral judaico- cristã que determinam a forma como o homem experimenta continuamente uma repressão de seus impulsos ativos.
Como esses impulsos não somem, é inevitável que haja um conflito entre uma moral que reprime e a nossa vontade de potência, e uma moral que quer expandir-se.
A nossa natureza é constituída por uma multiplicidade de forças, de impulsos permanentemente em conflito: forças que, ao assimilarem outras forças, crescem e expandem a sua potência; forças que, ao serem exploradas, reagem e tentam resistir à dominação.
Nesse sentido, toda força é vontade de potência (ou vontade de poder), isto é, um impulso constante ao crescimento intensivo: “A vontade de poder só pode externar-se em resistências; ela procura, portanto, por aquilo que lhe resiste. […] A apropriação e a incorporação são, antes de tudo, um querer-dominar, um formar, configurar e transfigurar, até que finalmente o dominado tenha passado inteiramente para o poder do agressor e o tenha aumentado” (A vontade de poder, 656).
A saída para atual condição política do Brasil, da América Latina e do mundo se detém não em face a personalidades políticas salvadoras da pátria, ideologias dominantes, como no caso da tal democracia. A saída é cultural. Educação e cultura são as únicas formas que modificaria as estruturas da sociedade.
Na elevação da cultura, que, como conseqüência, traria a modificação política.

Não surpreende que nosso atual governo petista dissemina tantas inverdades histórias e o complexo de vitimologia no homem reativo como forma de dominação cultural, físico, espiritual e finalmente institucional.
Para superar o niilismo passivo e o ativo, bem como do reativo, Nietzsche entrega o martelo ao além-do-homem, que, por meio do niilismo completo, destruirá estas estruturas decadentes do mundo e em seu lugar erigirá a “nova humanidade”, de modo dionisíaco, trágico, no sentido grego da palavra.
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O Estado Babá
Recentemente o ex presidente Lula disse que se sente pai da nação de 200 milhões de filhos brasileiros.
O paternalismo é uma modalidade de autoritarismo. O Estado paternalista é aquele que limita as liberdades individuais dos seus cidadãos baseando-se em valores axiológicos que apenas fundamentam as imposições estatais. Desta forma justificam a invasão da parcela correspondente à autonomia individual por parte da norma jurídica por se basearem na incapacidade ou idoneidade dos cidadãos para tomar suas próprias decisões, ou decisões que o Estado julga corretas.
Através do mecanismo de políticas paternalistas imprimem na mente do povo a incapacidade deles mesmos resolverem seus problemas e usam esses mesmos problemas como plataforma de campanhas políticas sem nunca resolvê-los
Vivemos este paternalismo do nosso estado com um governo que exerce o poder sobre nós de forma combinada e arbitrária, com decisões que não podemos questionar. Combinando estas decisões arbitrárias e de cunho moral inquestionáveis exacerbadas com elementos sentimentais e de cunho moral questionável
Assim justificam a invasão da parcela correspondente à autonomia individual alimentando um sistema de dependência do cidadão à políticas paternalistas que não educam o cidadão para a independência.
Hoje, diante da religiosidade frente ao pseudo Estado laico, somos obrigados a seguir as morais religiosas e a figuras papais e pastorais com objetivo de acentuar ainda mais a supremacia das autoridades governamentais. No ambiente social e político brasileiro, a ideia tão arraigada de que o governo é um “deus”, um pai e os políticos que o administram mal o Estado são com suas políticas paternalistas que podem resolver todos os problemas da sociedade. Criam uma sociedade totalmente dependente, de políticas paternalistas.
O povo é responsável neste sistema ao atuar politicamente como ovelhas de manobra silenciosamente caminhando para o matadeiro do mercado financeiro nas políticas de juros e inflação que por muito tempo tem servido como meios escusos de enriquecimento poucos.
É intrigante como ainda, com todas as horríveis falhas com que o governo oferece seus serviços, as pessoas continuam com sua fé inabalável nele. Poucas pessoas já conseguiram abandonar esta mentalidade.
Se o Estado se coloca como pai, se comporta como um mau pai, falhando na educação, na segurança, na saúde e na qualidade de vida dos seus filhos, e ainda sugando seus filhos.
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Políticas de Vermes, Germes e AFins
“Monitorar governos é uma forma vital de exercermos o poder”

Como germes, vermes e afins se nutrem do caos e da destruição dos doentes e feridos, as politicas atuais tem o mesmo comportamento na manutenção do caos e, apesar do discurso, da pobreza psicológica e financeira, educacional. É a manutenção das dependências no discurso com intuito de salvadores da pátria sem programas reais e soluções verdadeiras nas meras falácias institucionais.
Em sua filosofia que nega a vida promovem e enfatizam sempre o elemento divisor como as diferenças entre os povos no nacionalismo, as diferenças entre as famílias na ideologia, as diferenças na riqueza no princípio financeiros e as diferenças de categoria social no princípio autoritário.
Esta são as nossas morais no discurso da governabilidade e da organização social. O que vivemos é o caos e a degeneração humana que alimenta os vermes institucionais.
Não são capazes, não podem e não querem reconciliar sociedade e indivíduo. Reuniões e planejamentos, metas, programas e pactos como teatro de vampiros.
E a sociedade em sua maioria apenas mantém este sistema como moribundos.
O que a humanidade necessita saber sobre si mesmo está escrito em sua memória celular, em sua memória histórica e recentemente em sua memória tecnológica. O trabalhador tem o poder que precisa em suas mãos para ser verdadeiramente livre. Por ser condicionado neste sistema de sofrimento e engano, o medo deu este poder a senhores, se submetendo as hierarquias distorcidas das autoridades.
Ethan Zuckerman, Diretor do Centro de Mídia Cívica no Instituto de Tecnologia de Massachusetts é um renomado editor de internet, e um forte defensor da tecnologia digital e uma nova era de participação cívica.
Sr. Zuckerman é forte defensor da forma como os cidadãos podem usar a internet para se fortalecer e melhorar suas comunidades. Ele é o fundador do site de notícias da comunidade Global Voices: http://globalvoicesonline.org/
O diretor do Center for Civic Media, do MIT, fala do Promise Tracker, programa que vai colocar na mão do cidadão ferramenta de avaliação do poder público

MIT Ethan Zuckerman (Ivan Pacheco/VEJA)
Um time de trinta pessoas vai começar a circular por São Paulo com celulares à mão e uma missão: conferir se o prefeito cumpre o que prometeu em campanha. A inteligência do programa que vai comparar promessas e realidade vem do Massachusetts Institute of Technology (MIT): é criação do professor Ethan Zuckerman, diretor do Center for Civid Media. No futuro, o sistema poderá ser usado por qualquer pessoa, que se tornará fiscal do poder público. A ideia por trás da ferramenta é que, em tempos de divórcio entre cidadãos e políticos, votar não basta. “Monitorar governos é uma forma vital de exercermos o poder”, diz Zuckerman, que visitou as capitais paulista e mineira na semana passada para apresentar a ferramenta aos usuários que vão testá-la. Na prática, o Promise Tracker é um programa simples e em desenvolvimento para smartphone. Com o aparelhinho em mãos, os usuários podem visitar as ruas da cidade recolhendo informações geolocalizadas em texto, foto ou vídeo acerca da infraestrutura que encontram no local. Os dados são, então, colocados em um mapa e podem ser cotejados com as promessas de campanha de um governante. Os corredores de ônibus foram construídos? As escolas estão funcionando? E assim por diante. Por trás da ferramenta, está a convicção de Zuckerman de que o papel do cidadão não é apenas reclamar do administrador de plantão, mas também fiscalizar os poderosos, medir sua performance e eventualmente colaborar. “A esperança é que a confiança nos governos seja recuperada e que os governos se tornem mais dignos de confiança”, diz. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os testes do Promise Tracker e comenta os protestos ocorridos em junho, fruto de uma crise de “desconfiança pública”, na visão dele.
Qual é a ideia por trás do Promise Tracker? Um professor da Universidade Columbia chamado Michael Schudson escreveu um livro há 15 anos em que afirmava que a maneira como pensamos a democracia está errada. Achamos que nossa tarefa é ler jornais e assistir a telejornais diariamente para saber o que os governantes estão fazendo e, a cada quatros anos, usar as informações que obtivemos para escolher nossos representantes. Isso estaria errado por duas razões. Primeiro, porque em geral não estamos tão bem informados sobre a vida pública. Em segundo, porque é inconcebível que as eleições sejam a única oportunidade em que damos nossa participação à vida pública. Qual seria o sistema mais participativo? Aquele em que a tarefa mais importante do cidadão é monitorar as tarefas do governo. É um trabalho habitual dos jornalistas, mas que poderia de certa forma ser executada também pelo cidadão. Monitorar governos é uma forma vital de exercermos poder. Os movimentos de transparência pública já trabalham nesse sentido, mas se concentram no acompanhamento das despesas governamentais. É só uma parte do trabalho. Com o Promise Tracker, pretendemos monitorar tudo: um prédio cuja construção foi prometida está de fato sendo erguido? O trabalho está bem feito? Está no lugar certo? E assim por diante.
O que é possível monitorar? A melhor maneira de fazer isso é monitorar a situação da infraestrutura pública. Qual a condição das estradas? Elas estão melhorando com o passar do tempo? Quantas escolas foram construídas? Quantas vagas elas oferecem? Em São Paulo, há um movimento em favor do uso das bicicletas para o deslocamento, embora pedalar seja uma atividade reconhecidamente perigosa na cidade. Seria possível mapear, por exemplo, os locais onde houve mais acidentes ou onde há mais obstáculos aos ciclistas. Essas são coisas concretas e podem ser monitoradas.
Como está sendo feito o teste em São Paulo? Em São Paulo, o prefeito é obrigado a publicar suas promessas. A atual gestão apresentou 123 objetivos de governo. Vamos alimentar o Promise Tracker com essas informações, iniciar o monitoramento e averiguar se as promessas estão sendo cumpridas ou não. Dezenove conselheiros municipais e cerca de dez pessoas da ONG Nossa São Paulo participaram do workshop do Promise Tracker, além de cerca de quarenta pessoas em Belo Horizonte. Seremos então responsáveis por atualizar o programa, localizar os dados recolhidos pelos usuários e colocá-los no mapa. Nosso trabalho é prover a ferramenta. O uso que será dado a ela depende de seus usuários. A Nossa São Paulo, por exemplo, planeja criar um site para que os usuários acrescentem mapas e dados relativos ao monitoramento de um objetivo. São tarefas nas quais os cidadãos podem ajudar o governo. A corrupção muitas vezes não se dá quando o governante coloca dinheiro no bolso, mas quando a administração pública faz o pagamento para que alguém realize um trabalho e a tarefa não é feita.

De que forma esse monitoramento pode pressionar o governo a melhorar sua atuação? Durante nossa passagem por Belo Horizonte, os participantes do workshop foram incentivados a fotografar pontos em que lixo se acumulava na favela Santa Luzia. A partir daí, vemos três formas possíveis de ação. A comunidade pode fazer um mapa mostrando os pontos de acúmulo de lixo, procurar o governo e dizer: “Vejam, mapeamos a situação. Agora, vocês precisam nos apresentar um calendário de coleta.” No segundo cenário, os moradores procuram a imprensa, que pode amplificar a queixa. Finalmente, com os dados em mãos, a própria comunidade pode tentar resolver o problema. São três caminhos válidos. Eu espero que o primeiro seja bem-sucedido, pois acredito que os governos são de fato importantes. A falta de confiança nos governos que testemunhamos é consequência do fato de que o governo não percebe que é responsável pelas pessoas e essas pessoas, por sua vez, não sabem como influenciar seus governos.
O senhor acompanhou os protestos ocorridos no Brasil em junho do ano passado? Qual é sua impressão? Eu almocei com o prefeito Fernando Haddad durante minha visita a São Paulo. Ele leva a sério a ideia de transparência. E está muito frustrado porque queria mais dinheiro proveniente de impostos sobre a propriedade (IPTU) e das tarifas de ônibus para realizar projetos para a cidade. Porém, toda vez que ele tenta fazer isso as pessoas dizem: “Não acreditamos que o governo nos dará alguma coisa em troca.” Ele sabe, portanto, que é uma questão de confiança. Deixe-me construir um paralelo com o que aconteceu na Nigéria. O movimento Ocupe Nigéria, que tomou as ruas do país africano, começou por causa de uma mudança na taxação da gasolina. O país mantinha um subsídio ao combustível, o que favorecia as classes mais abastadas, porque lá os veículos ainda são privilégio dos ricos. Quando o governo cortou o subsídio, e os preços do combustível subiram, as pessoas foram às ruas queimar pneus, inclusive as pobres. Por quê? Quando os subsídios foram cortados, os preços da água, do transporte, entre outros itens, também subiram. Tentando contornar a crise, o governo disse que usaria o dinheiro economizado com o corte de subsídios para construir escolas e hospitais, mas o povo respondeu: “Não acreditamos em você. Não acreditamos que o governo possa resolver nossos problemas. Vocês retiraram a única coisa que tínhamos: combustível barato.”
É o que, na sua opinião, acontece no Brasil? De certa forma, sim. O prefeito prometeu fazer muitas coisas pela cidade, mas precisava de mais dinheiro. As pessoas responderam: “Nós não acreditamos em você.” É uma questão de desconfiança pública. O desafio é: como reconstruir essa confiança. Uma das razões que me levou a construir o Promise Tracker é a possibilidade de fazer com que as pessoas gostem mais dos governos. O monitoramento do cidadão não é contra o governo. Ele pretende ajudar as pessoas a perceber que o trabalho do cidadão não é apenas reclamar, mas também reunir dados que revelem quais queixas são justificadas e quais são efeito da falta de confiança no governo. A esperança é que a confiança seja recuperada e que o governo se torne mais confiável. Precisamos encontrar um caminho em que faça sentido confiar no governo. Ainda estamos no começo desse processo, é claro. Estamos falando de mudança, da transição de um modelo em que você pede a um político que ele resolva seus problemas para outro em que você estuda o problema, reúne dados, analisa informações e trabalha com os políticos para resolver o problema.
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Especial Dia Dos Pais
5 maneiras de o pai criar laços com o bebê

Os pais de hoje não são como antigamente. Estão mais presentes e com mais direitos adquiridos. E aos papias que têm dificuldade em relação ao primeiro filho, vai algumas dicas de como pode se aproximar mais do bebê com pequenos gestos do dia a dia.
O bebê passa nove meses na barriga da mãe. É ela quem dá à luz e, depois, fica mais um bom tempo amamentando. Tudo isso faz com que os laços entre mãe e filho sejam naturalmente mais fortes. Mas e o pai? Onde ele entra nessa história? O pai precisa – e deve – ter seus momentos especiais com o filho. Importante para você e ainda mais para ele. Veja como!
1 – Banho a dois: Se tem algo que os pais adoram é dar banho no bebê. É um momento divertido e de interação pura.
2 – Converse: Sim, seu filho ainda não entende uma palavra do que você diz, mas sabe quando o papo é com ele. Esta é uma ótima forma de estimular a conexão entre vocês dois e ajudá-lo a reconhecer e identificar os sons.
3 – Colo de pai: Abraçar, acalentar e ninar o bebê é uma das maneiras mais simples e eficientes de estar com ele.
4 – Vá passear: Escolha um momento do dia que seja mais tranquilo para você, como logo cedo, e saia com seu filho no carrinho para dar uma volta.
5 – Na sala do pediatra: Está cada vez mais comum ver homens na sala de espera do consultório pediátrico. São os próprios especialistas que relatam essa participação maior dos pais, que também têm suas dúvidas e ficam mais tranquilos ao ouvir as orientações diretamente do especialista.
Pronto papai, agora você pode curtir mais o seu pequeno!!!
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