O BIGODE FILOSÓFICO: IDOLATRIA
Idolatria, seria esta a maior tendência humana na cega crença na verdade?
Para tamanha realidade não há diferença entre os óculos de Stevie Wonder ou os óculos do Google de realidade aumentada.
Para sermos capazes de tamanha destruição da cegueira ante a realidade humana no desejo de enganação haveremos de buscar na mitologia o martelo de Thor e como Nietzsche filosofarmos a marteladas.
E os ídolos sobrevivem no mundo das idéias humanas por se apresentarem como meias verdades, um hábito ou um habitat do pensamento.
O pensamento, este célebre e celebrado deus asséptico da ciência que se colocou como rival dos instintos. Esqueceu-se que para toda crença é necessário o esquecimento. O esquecimento da qual toda petulância tem sua participação.
E se havemos que prestar culto, que cultuemos mais a negação que a negatividade, e a curiosidade além da certeza.
Negação e curiosidade surpreenderão os ídolos colocando fim à idolatria e suas imagens construídas na segurança do pensamento preguiçoso em suas meia verdades.
A vida que se estabelece além do animal e dos deuses, sendo mais que filósofos que acreditam na simplicidade da verdade como uma dupla mentira que traça limite ao conhecimento.
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PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Muitos foram os fatores que levaram a proclamação da república.
Mais de um século após a proclamação da republica, neste neste feriado de 15 de novembro podemos refletir algumas condições que determinam tal fato e um paralelo ante ao estamos vivenciando na atual democracia e a voz das rua nas manifestações.
A crítica dos grupos progressistas a monarquia que manteve por muito tempo a escravidão no Brasil, e a ausência de iniciativas de desenvolvimento do país, tanto político, econômico e social. A manutenção das castas e a ausência de um sistema de ensino com autos índices de analfabetismo e de miséria, seguido do afastamento político.
Claro que muita coisa mudou nestes 124 anos, e como não poderia ter sido.
Contudo, a escravidão no Brasil continua. Uma minoria que detém o poder político e financeiro. Uma maioria ainda vive o regime de escravidão e pobreza na terra brasilis, subjugados pelo analfabetismo do ensino fundamental, pelo analfabetismo funcional e o analfabetismo político e financeiro.
A grande massa do povo que trabalha produzindo as riquezas, não possuem acesso ao sistema financeiro, e quando o tem pagam muito caro por isto.
As condições de uma casta alheia aos problemas da população, num Congresso de partidos com representação fictícia dos desejos do povo é uma das razões que está direcionando esta grande maioria à revolta contra políticas públicas que priorizam o atendimento do mercado, dos grandes bancos, dos juros altos, dos impostos exorbitantes, sem devolver o que é de direito constitucional.
No discurso de falsa oposição os partidos se congregam e buscam apenas os seus interesses
partidários. Como hienas que se juntam em prol da governabilidade, distribuem os nacos da riqueza, para depois em épocas de eleição se atacarem.
Vemos um Congresso que se diz uma democracia com o discurso que a luta entre partidos políticos não é uma luta pela sobrevivência, mas uma competição para “servir” o povo.
As coligações que vemos é um pragmatismo de manutenção desse sistema secular de castas. E cada Estado tem suas castas políticas.
E assim, o sistema se reinventa e se mantém igual a séculos no mundo. As diferenças são apenas do enredo, o teatro é o mesmo.
E a falsa crise econômica continua a manter os grandes lucros no mundo. A crise existe por que não existe uma distribuição democrática das riquezas do planeta. A crise fomente mais o enriquecimento das castas. Isto é secular.
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ESCRAVIDÃO MODERNA
Quando começa a escravidão? Se você não conhece, entende, gerencia a sua vontade, ai começa a escravidão.
Psicologicamente, toda relação de dependência se caracteriza numa escravidão.
Ao pensarmos sobre a escravidão, vem em nossa mente as histórias reais de seres humanos submetidos a condição de trabalhos forçados e serviçais de outros humanos contra a sua vontade, sem perspectiva de mudança, sem o alento de uma vida em que seus sonhos, se é que ainda podem sonhar, possam ser realizados.
E para que haja escravos é necessário a condição e um agente que escraviza, utilizando de alguma força coercitiva.
Logo, muito mais que combatermos os estados de escravidão é a necessidade do entendimento dessas forças que atuam no mundo, ora se apresentando de forma tão visível quanto o luz do sol, e as vezes sob formas escusas de padrões obscuros.
Neste aspecto, todas as nossas relações podem ser e se tornar uma escravidão.
A escravidão no mundo não acabou. Ela se se modernizou. Mas, o seu padrão ainda é o mesmo. A escravidão ainda é um padrão no pensamento humano.
Nas muitas formas que a escravidão moderna assume e é conhecida por muitos nomes, há o chamado de tráfico humano, trabalho forçado, escravidão ou práticas análogas – o que inclui servidão por dívida, casamento servil ou forçado, venda ou exploração de crianças, inclusive em processos armados. aponta o estudo, ao explicar a metodologia do índice.
Desde que o homem aprendeu que é mais fácil tirar proveito do seu semelhante, a escravidão se manifestou nas culturas, nas relações de poder, nos governos, nas religiões e no pensamento introjetado na escravidão consigo mesmo.
Toda escravidão é de contexto relacional e impede o desenvolvimento do self.
Hoje a maior escravidão que fomenta todas as outras é de contexto econômico.
O sistema econômico é o grande escravagista mundial.
O dinheiro que os governos criam é um papel onde o único valor que ele tem é o valor dado pelas instituições financeiras, dominadas por alguns indivíduos, que tem interesses próprios.
Com isso, todo o dinheiro que temos hoje, não vale nada e também não é nosso.
Todo o dinheiro é criado de dividas.
Por exemplo, se o governo do Brasil está precisando de R$ 10 milhões para por no mercado para empréstimo, ele entrega os mesmos R$ 10 milhões em títulos do governo para o Banco Central, que é o único que pode emitir dinheiro no Brasil.
Desses R$ 10 milhões, existe uma reserva compulsória, onde todos os bancos tem por obrigação de tirar, no caso do Brasil, 40% do dinheiro de empréstimo para que fique de garantia no Banco Central, resumindo, do R$ 10 milhões, somente R$ 6 milhões vão realmente para os cofres públicos e os outros R$ 4 milhões voltam para o Banco Central.
Nossos filhos já nascem endividados. Nascem absorvendo toda a divida que o governo fez, para privilégio de alguns.
Tudo que compramos parcelado, tem juros, onde estes juros e o estimulo do governo ao aquecimento das compras é que nos deixam ESCRAVOS ECONÔMICOS, pois precisamos trabalhar mais para pagar nossas contas.
O governo estimula mais as pessoas a consumirem, com isso pegam mais empréstimos, e isso acaba se tornando uma bola de neve, levando os banqueiros e pessoas influentes que ficam por trás dos governantes a nos deixarem escravos das dívidas.
Continuando o ciclo da escravidão econômica, o governo decide emprestar este dinheiro para o desenvolvimento de uma grande indústria aqui no Brasil, onde esta indústria irá pegar este R$ 6 milhões e aplicar em uma conta corrente, só que no Brasil, todo o dinheiro que vai para a conta corrente, também que te ser feito um depósito compulsório de 40% como reserva, ou melhor, R$ 2.4 milhões e o restante R$ 3.6 milhões possam novamente ser emprestados. E assim podemos praticamente emprestar o dinheiro infinitamente, porem o que realmente foi criado é apenas R$ 10 milhões e mesmo assim muitas vezes nem dinheiro de verdade, somente transferência por computador mesmo, resumindo é tudo fictício, não existe nada realmente de valor sendo colocado em jogo, o dinheiro é criado de DIVIDA.
Esta é a maior escravidão no mundo não entra no rol de combate da exploração.
o lobby das instituições financeiras, dos grandes bancos é muito forte e já dominaram o mundo.
Outro comentário muito bom sobre esta situação de escravos econômicos esta neste site, onde o autor David Ikle escreve umas palavras sobre o assunto, segue o link para saber mais:
http://www.umanovaera.com/conspiracoes/dinheiro_vindo_do_nada.htm
Para a escravidão financeira não existe raças,credos, orientação sexual, idade. Se você não faz parte da minoria que detém as riquezas, você é um escravo.
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PODER BLACK E A VISIBILIDADE NEGRA NO SISTEMA FINANCEIRO
Contraf-CUT promove II Fórum pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro
A Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e a Fetraf RJ-ES realizam nos dias 13 e 14 de novembro o II Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro. O evento será realizado no Hotel São Francisco (Rua Visconde de Inhaúma, 95), no centro do Rio.
“O objetivo central do evento é promover e ampliar o conhecimento sobre a temática racial nas suas várias dimensões, a partir da leitura das desigualdades sociais e econômicas no país e da invisibilidade negra no sistema financeiro”, afirma a secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT, Andrea Vasconcelos.
“Queremos promover um debate entre as diferentes entidades e representações sobre a participação da população negra no mercado de trabalho, com foco no sistema financeiro, visando fortalecer e organizar as diferentes ações do movimento sindical bancário no combate à discriminação racial”, salienta a dirigente sindical.
O evento contará com a participação de intelectuais, pesquisadores, gestores e movimentos sociais que atuam no tema.
Confira a programação:
– Quarta-feira, dia 13 de novembro
Conferência de abertura: As desigualdades sociorraciais no mercado de trabalho: Provocações, limites e tendências.
Mesa 1 – Panorama racial, direitos humanos e a violência contra a população negra no Brasil.
– Quinta-feira, dia 14 de novembro
Mesa 2 – Aspectos conceituais e políticos das ações afirmativas no Brasil: Avanços e Lacunas.
Roda de conversa (Contraf-CUT, Dieese, CUT Nacional, Unegro-RJ e Fenaban): Os desafios das políticas antirracistas no Sistema Financeiro, a transversalidade e as negociações coletivas.
Repactuação da Carta de Compromisso das Entidades.
Inscrições abertas
A Contraf-CUT já encaminhou um comunicado para sindicatos e federações, anexando ficha de inscrição que deve ser encaminhada para o e-mail dulce@contrafcut.org.br informando o nome do participante e a entidade sindical da qual participa. Será cobrada uma taxa única para cobrir despesas com hotel, alimentação, lanche, materiais, equipamentos, locação de salas etc.
O fórum é voltado a dirigentes sindicais que são responsáveis pelas secretarias de políticas sociais das entidades sindicais. Se o tema for de responsabilidade de outra secretaria, a vaga para o evento fica reservada ao respectivo diretor. Entidades que não possuem essa secretaria ou uma política sobre a temática da igualdade de oportunidades (questão racial) não vão deixar de participar do evento, caso escolham uma pessoa com esse objetivo.
“O evento integra o calendário de atividades do mês de novembro, marcado pelo Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, com reflexões, debates e mobilizações em todo país”, conclui Andrea.
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PODER BLACK E O BRASIL DAS COTAS

Os bancos são os maiores excludentes. As famílias de classe baixa, não importando a cor, raça, credo, orientação sexual, são as que tem menos ou nenhum acesso aos serviços bancários. Quando incluídas são as que pagam as maiores taxas, custos excessivamente altos, caindo nas armadilhas das dívidas.- Published in Geral
O PODER BLACK E O OBSERVATÓRIO DA POPULAÇÃO NEGRA
A Secretaria de Assuntos Estratégicos –SAE, em parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racional e a Fundação Getúlio Vargas está produzindo o primeiro banco de dados nacional sobre a população negra no Brasil.
No dia 21 de março foi lançado o “Observatório da População Negra”, com um banco de dados, com informações sobre o mercado de trabalho para a população negra, distribuição de renda, demografia, acesso à informação, habitação, estrutura familiar e educação, entre outras.
No Brasil, 51% da população são formados por negros.
As informações levantados mostram que, apesar dos avanços, ainda existe uma grande desigualdade no país.
A carne mais barata do mercado ainda é a carne negra, com apenas 20% dos negros brasileiros ganham mais de dez salários mínimos.
No quesito educação, a população negra também representa apenas 20% dos brasileiros que chegam a fazer pós-graduação no país. E de acordo com o quadro com base em dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar), 13% dos negros com idade a partir de 15 anos ainda são analfabetos.
Na soma total de todas as raças, o percentual chega a 10% de analfabetos no país.
Mas, o maior percentual de analfabetismo entre a população negra está registrado no Nordeste, 21%. Depois vêm o Norte e o Sul, abaixo da média, cada um com 10%, seguidos da região Centro Oeste, 9% e do Sudeste, com 8%.
Fica claro que está na hora da nossa maior representação populacional ir a luta em prol de mais politicas públicas que mudem esta realidade no nosso país.
E com certeza o maior sofrimento é em relação ao mercado financeiro, e a inclusão se dá por este mecanismo.
O dinheiro não tem cor, bandeira, orientação sexual, religião ou raça.
LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010.
Art. 1o Esta Lei institui o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
No discurso e nas leis temos tudo instituído. Necessitamos de uma representação e cobrança mais efetiva.
Os negros e todas as minorias devem sair da sua situação de vitimização e mediante o conhecimento partir para a cobrança junto as autoridades e instituições, quer públicas ou privadas para obterem o mesmo tratamento como ser humano.
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O POLÍTICO IDEAL E O IDEAL POLÍTICO
“Que época tão terrível é esta onde uns idiotas conduzem a uns cegos.” William Shakespeare

Lula diz que ‘político ideal não existe, que a mídia avacalha com os políticos e com a política e a sociedade criminaliza a política.
Tudo isto pode ser um fato. E é fato também que quem criminaliza, avacalha com a política são as políticas dos partidos mediante os seus representantes. Uma total inversão de valores. Elegemos nossos representantes na espera que sejam funcionários responsáveis na defesa e manutenção do que é mais básico para o funcionamento e e objetivo de toda sociedade. O que temos visto e sentido ao longo desses anos todos de políticas pelo mundo e especificamente no nosso país. A construção de uma política e ,primando o pragmatismo dos partidos e dos candidatos. Vivem um mundo totalmente isolado da situação da população e quando são cobrados, apresentam este discursos culpabilizando o povo que o elegeu.
O discurso demagogo em épocas de reeleição em nada mudou.
Se em suas promessas quando não era governo apresentou-se como o político ideal, parafraseando o próprio discurso do Lula, aquele cara sabido, probo, irretocável do ponto de vista do comportamento ético e moral., esse político, que a não só a imprensa vende que existe, mas que os partidos e os políticos vendem, não existe.
Talvez , quem sabe este político ainda exista e esteja dentro de mim ou de você. Mas, quando em contato com a polícia atual acaba sendo destruído.
Então, nos momentos mais difíceis, ao invés de nós desistirmos nos vendendo por parcas bolsas, assumamos a política mudando o que é necessário, não votando mais em nenhum destes candidatos e partidos que tiveram a sua oportunidade e mostraram-se participantes das mesmas políticas do poder pelo poder, em detrimento das condições da maioria. Legislam para o mercado por terem se vendido para ele. Continuam usando dos mesmos problemas (educação, saneamento básico, saúde, segurança) como moeda de troca de plataformas e promessas de campanha. E o pouco que fazem sendo nada mais que a sua obrigação enquanto funcionário do povo, ficam se engrandecendo.
Os anos de política e de político tornam um político mais sábio ou no direito de justificar-se perante sua história?
Que não existe político ideal não necessitamos de tanto tempo para esta conclusão. Muito menos em relação as políticas que temos sido obrigados a engolir.
As políticas mundiais são uma preocupação com o mercado, não importando se são liberais, neoliberais ou pós-neoliberais.
As palavras como sintomas de uma realidade que vai além do discurso. E neste ponto os “bons” políticos possuem o dom da retórica.
Quando os políticos realmente entrarem em contato com a sua violência política na luta pelo poder tomarão atitudes sem as promessas falsas com base neste romantismo platônico de ideais imaginários em falácias egocêntricas pela manutenção do poder no status de deuses a serem adorados.
Quando os jovens assumirem a política como sua, desconstruindo os mitos da dependência a deuses ou heróis, e a necessidade de seguir a partidos ou ideologias que são construção do pensamento humano e não o contato com o fato.
Diante da probabilidade de um câncer, seguir na política a atitude de Angelina Jolie, e amputar toda e qualquer possibilidade de seios contaminados no Congresso para podermos ver uma nova geração florescer.
Devemos refletir o fato e não mais as ideologias.
Olhar com objetividade as questões profundas que acontecem a séculos no mundo requer uma mente liberta de todos os atuais padrões sociais.
Os velhos padrões morais e religiosos devem entrar para a história e desapareceram.
Questionar ainda a finalidade da educação, e a finalidade do próprio homem e todo este tribalismo mundial que levará o homem a comer insetos se quiser sobreviver.
O novo só pode surgir com a negação positiva e não mais com a asserção negativa.
Não temos mais que temer pôr fim ao velho. E nem traduzir o novo em termos do velho.
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O PAPA E O PODER BLACK
Este foi um dos motivos de defesa do Papa Francisco em visita a cidade de Lampedusa, ao Sul da Itália, uma das principais rotas de entrada de refugiados do Norte da África em direção à Europa. Pediu aos países que acolham e respeitem os refugiados. “Os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade”, disse o papa em carta enviada a instituições governamentais e internacionais, como a ONU.
A costa do Mediterrâneo naquela região é digna de uma versão contemporânea do inferno de Dante. Nos poucos mais de 100 quilômetros de mar que dividem a Europa do Norte da África já morreram milhares de pessoas. A maioria delas em função dos naufrágios das precárias embarcações, mas parte faleciam por falta de água e comida, enquanto ficavam à deriva no mar.
Francisco, que faz da defesa dos pobres e vulneráveis a principal marca do seu pontificado, disse em mensagem por ocasião do Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados que precisa haver uma mudança de atitude por parte dos países anfitriões.
“São crianças, mulheres e homens que deixam ou são forçados a deixar suas casas por várias razões, que partilham de um desejo legítimo de saberem e terem, mas acima de tudo de serem mais.”
O papa também repetiu sua condenação ao “trabalho escravo” e ao tráfico humano, ampliando sua crítica à “cultura descartável” — termo que ele tem usado para descrever uma sociedade em que os improdutivos, como os idosos, são negligenciados como objetos que perderam a utilidade.

“Não de forma infrequente, a chegada de imigrantes, pessoas desalojadas, candidatos a asilo e refugiados dá margem a suspeita e hostilidade. Há um temor de que a sociedade se torne menos segura, que a identidade e a cultura se percam, que a concorrência por empregos se torne mais forte, e que mesmo a atividade criminal aumente.”
Na mensagem, Francisco recriminou empresas que exploram imigrantes e refugiados, muitos deles trabalhando em troca de baixos salários diários em lavouras e fábricas clandestinas da Itália e outros lugares da Europa.
“Particularmente perturbadoras são essas situações onde a migração é não só involuntária, como na verdade acionada por várias formas de tráfico humano e escravização. Hoje em dia, ‘trabalho escravo’ é uma moeda comum”, afirmou o papa.
Na sua primeira viagem para fora de Roma desde a eleição como papa, ocorrida em março, Francisco foi à ilha de Lampedusa, no sul da Itália, para chamar a atenção do drama de milhares de refugiados e migrantes que desembarcam por lá todos os anos.
“Uma mudança de atitude com relação aos migrantes e refugiados é necessária por parte de todos, afastando-nos das atitudes de defesa e medo, indiferença e marginalização – todas típicas de uma cultura descartável -, no sentido de atitudes baseadas em uma cultura do encontro, a única cultura capaz de construir um mundo melhor, mais justo e fraterno”, disse o pontífice na mensagem.
“O desenvolvimento não pode ser reduzido só ao crescimento econômico, muitas vezes obtido sem um pensamento pelos pobres e vulneráveis.”
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NOVEMBRO AZUL
O mês de outubro teve suas atenções voltadas para os cuidados de prevenção do câncer de mama, o principal tipo de câncer entre as mulheres. Com a chegada do mês de novembro, é a vez de a campanha “Novembro Azul” alertar os homens sobre os riscos da próstata.
A incidência do câncer de próstata é alta entre os homens principalmente pelo preconceito ainda presente em relação ao exame de toque. Dados do Ministério da Saúde apontam que a doença atinge 50 mil homens e mata mais de 12 mil a cada ano.

Tendo em vista esta realidade, a campanha “Novembro Azul” foi criada em 2003 na Austrália e o dia 17 do mesmo mês passou a ser considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata.
O câncer de pele não-melanoma é o único tipo de câncer que afeta mais os homens que o de próstata, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O diagnóstico no início da doença facilita o tratamento e reduz o risco de morte.
Por isso, especialistas recomendam que homens com idade superior a 45 anos realizem o exame de toque retal e o PSA (Antígeno Prostático Específico) anualmente. Se você tem medo de fazer o exame de toque e perder a virilidade, saiba que isso não se passa de um mito. A perda da virilidade só é um risco para aqueles que deixam a doença se desenvolver por terem um diagnóstico tardio.
Leia também:
– Você, homem, também faz o autoexame?
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A EDUCAÇÃO O INDIVIDUO E OS GOVERNOS
Fala-se tanto em educação como a solução para todos os problemas da nação que sua generalização continua na amplitude dos discursos e na distância de uma política efetiva que resolva esta realidade no Brasil. Um país gigante, tão grande quanto a carga tributária e os juros da dívida pública e gastos faraônicos do governo. E a educação como moeda de troca de governos que preferem a maioria com a canga do analfabetismo, da falta de senso crítico e informação para que não questionem seus discursos populistas. Infelizmente a educação da maioria deste país se reflete na frase famosa do nosso ex-presidente:
“Minha mãe não sabia fazer o ‘ó’ com o copo.”
Lula em entrevista para o livro Lula, o filho do Brasil.
E para fechar o diagnóstico:
“Temos que saber se as crianças estão aprendendo. O resultado não é nada promissor.”
E houve o aumento do analfabetismo no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nordeste tem as piores taxas e os piores índices, concentrando mais da metade dos analfabetos do país. Seria mera coincidência ser o grande curral eleitoral do PT? O local de maior assistencialismo, péssimo índice de desenvolvimento, violência e turismo sexual infantil. O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do País registrando índices de analfabetismo de 16,9% entre a população com mais de 15 anos.

Fábio Rodrigues Pozzebom/AgBr
De acordo com a pesquisa, o número de pessoas com mais de 15 anos que não conseguem sequer escrever um bilhete diminui apenas 1,1% em relação a 2009
O que fazer diante de tão alarmante diagnóstico?
E ao contrário do que o governo diz, não é por falta de dinheiro.
Será que nós brasileiros não queremos a educação e preferimos ficar sob o domínio da política atual?
A educação com certeza é a única forma de libertação da demagogia ao converter pessoas em cidadãos com capacidade de questionamento e escolha. Educar tira o homem da condição de violência cotidiana, da violência das instituições e do Estado. Amplia as condições de saúde do povo. Redime o indivíduo das situações de dependência e assistencialismo, transferido de forma verdadeira a responsabilidade pela sua vida. Tudo o que fazemos tem que passar pela educação, desde o momento que somos colocados neste mundo. A educação não é apenas um conceito formal. Está em todos os setores da sociedade, na família, nas relações de trabalho e na inclusão no mercado financeiro.
Contudo, cada indivíduo não pode mais delegar este poder ao Estado, a governos, apesar de todas as dificuldades que historicamente temos enfrentado.
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