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ESQUERDA DE DIREITA

Saturday, 26 October 2013 by Mika Rodrigues

Primeiro era esquerda, depois virou direita e agora parece que endireitou mais ainda.

Esta é a sensação que temos do governo petista e da presidente candidata a reeleição, Dilma Rousseff.

A verdade que na política atual não temos mais esta polarização do que é esquerda e direita. Os ventos do pragmatismo sopram nos ouvidos dos candidatos e de todos os partidos. Mesmo para aqueles que não saíram oficialmente de um projeto, como é o caso do REDE, de Marina Silva em sua aliança com o ruralismo de Eduardo Campos.

O discurso pragmático ganhou a novidade de um projeto de encontro, ou seria mais do mesmo nas  alianças em prol da “governabilidade”?

O que o eleitor terá pensar ante de depositar seu voto nas urnas nas eleições para presidente em 2014 é observar o discurso dos candidatos, os seus programas de governo que na maioria das vezes ficam  na superfície dos papéis. Observar  o caminho trilhado pelo candidato em suas relações com a política, com seus patrocinadores de campanha e sua vida  nas ideologias particulares nas suas relações pessoais. Ainda assim,  diante da atual conjuntura de anos históricos de uma política afastada das necessidades da maioria da população e do Brasil é uma escolha meio “roleta russa”.

Rui Falcão, em último debate dos seis candidatos à presidência do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal debate foi vaiado e criticado, bem como o atual governo de Dilma Rousseff nas suas alianças com o jurássico PMDB. Temer foi chamado de “sabotador” e Dilma definida como “conservadora” e de possuir um governo de instabilidade econômica.

O que marcou foi o inconformismo com o  leilão do campo de Libra. “Dilma privatizou rodovias, portos, aeroportos, o pré-sal e diz que não foi privatização. Não foi? Chamaram a Shell, a Total e as estatais chinesas para morder o nosso petróleo. É um processo de pilhagem”, protestou Serge Goulart, candidato da “Esquerda Marxista”, que defendeu a reestatização de todas as empresas privatizadas. “Você concorda em estatizar a livraria que você tem na rua Tabatinguera, em São Paulo?”, provocou Falcão, dirigindo-se ao colega, longe do microfone, com um sorriso irônico.

O ironia do PT foi ter chegado ao poder  e na sua relação de manutenção do mesmo, apesar do discurso,  a manutenção dos  mesmos moldes,tendo se endireitado mais que a própria direita.

direitaesquerdaPT
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INFLAÇÃO E JUROS MONSTROS QUE ALIMENTAM OS BANCOS

Friday, 25 October 2013 by Mika Rodrigues

0504alvesPor já existirem quando nascemos e não termos aprendido sobre nosso sistema monetário na educação formal e informal, acreditamos na naturalidade deste sistema. Assim somos dominado por bancos, juros e inflação na propaganda dos governos e instituições financeiras como algo natural, e dificilmente vemos a influência que todo este sistema tem em nossas vidas e na sociedade. Julgando como algo normal não reconhecemos os  efeitos do sistema  na nossa forma de pensar e nas nossas convicções.

Canonizado por economistas, políticos e toda sociedade quer na América, Africa, Europa, Oriente ou Ocidente vivemos esforçando-nos pelo êxito do crescimento econômico e escravos deste. Acreditamos que a economia só é sã quando está em crescimento. Esta é a pregação por todas as mídias em todo tempo. O  nosso sistema monetário  baseado na inflação eterna e a nossa economia no crescimento eterno. Os banqueiros espertos conceberam o sistema desta forma no princípio do século passado. Juros e inflação constituiriam um rendimento permanente para os bancos, como  malabarismo para simplesmente extraírem dinheiro dos seus chapéus.

Por definição a inflação é um conceito econômico que representa o aumento de preços dos produtos num determinado país ou região, durante um período, levando neste processo a diminuição do poder de compra da moeda Num processo inflacionário o poder de compra da moeda cai.

O que os sistemas que definem a inflação, seja de demanda ou de custos não colocam que com o aumento dos juros, que inflaciona o valor do dinheiro, ao mesmo tempo tornando mais difícil o acesso ao mesmo, supervalorizando-o, contraditoriamente não ocorre a redução dos preços dos produtos, e ainda desvaloriza o valor do trabalho humano na aquisição tanto do dinheiro quanto dos produtos. Logo, a forma como os governos agem no engodo de conter a inflação, com a elevação das taxas de juros, apenas alimenta o mercado dos proprietários do dinheiro. Aumentam a dívida da maioria que não tem acesso a esta condição, e produzem mais trabalho escravo pelo mundo.

A inflação foi o monstro  que os detentores do poder financeiro inventaram para enrolar a maioria escravizada que tem que trabalhar muito mais para ter acesso as parcas condições de uma vida descente na aquisição do básico para a sobrevivência na sociedade altamente capitalista.

Exemplo: num país com inflação de 10% ao mês, um trabalhador compra cinco quilos de arroz num mês e paga R$ 10,00. No mês seguinte, para comprar a mesma quantidade de arroz, ele necessitará de R$ 11,00. Como o salário deste trabalhador não é reajustado mensalmente, o poder de compra vai diminuindo. Após um ano, o salário deste trabalhador perdeu 120% do valor de compra.

A inflação é muito ruim para a economia de um país. Quem geralmente perde mais são os trabalhadores mais pobres que não conseguem investir o dinheiro em aplicações que lhe garantam a correção inflacionária.

A redistribuição de renda que os governos dizem que fazem trazem mais lucros aos detentores do dinheiro, pois esta mesma renda volta de uma forma inflacionada na aquisição de mercadorias por estas classes inferiorizadas sem o mesmo poder de compra, pagando em dobro o valor das mercadorias.

Logo, a ação econômica dos governos e banqueiros detentores da economia, não é o fim da inflação, apenas desviam a mesma para o valor do dinheiro, diminuindo o poder de compra nas exacerbadas taxas de juros, lucrando muito mais, retendo a riqueza. Os bancos necessitam da inflação para justificar suas taxas de juros e seus lucros exorbitantes.

Quando os bancos dizem prever a inflação, eles apenas cobraram um pouco mais de juros adiantadamente.

Podemos citar as seguintes causas da inflação:

– Emissão exagerada e descontrolada de dinheiro por parte do governo;

– Demanda por produtos (aumento no consumo) maior do que a capacidade de produção do país;

– Aumento nos custos de produção (máquinas, matéria-prima, mão-de-obra) dos produtos.

Segredos do dinheiro, dos juros e da inflação

Segredos do dinheiro, dos juros e da inflação

Apesar deste discurso   da expansão das nossas economias, nossa população não vai ter este desenvolvimento tão pregação.

Tanto a  igreja quanto o Estado sempre costumavam pregar este crescimento. Os banqueiros, nem se fala, é a ideologia que mais gostam.

Onde estaria o limite para tudo isto que tem trazido o sofrimento para a humanidade?

Depende do que queremos como seres humanos. Queremos  alcançar a qualidade  para nossos filhos e netos? Nosso planeta também está sobrecarregado, e não deveríamos sobrecarregar a Terra mais do que o estritamente necessário.
A política de hoje é completamente oposta às necessidade de uma sociedade pacífica e sustentável. O sistema monetário desempenha um papel chave. São necessárias reformas. Quanto mais tempo esperarmos, mais difícil se tornará o futuro.

BancosInflaçãojurosmercado financeiro
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CANIBALISMO PETISTA E ANTROPOFAGIA DE ANÕES

Sunday, 06 October 2013 by Mika Rodrigues

Otimismo não vence eleição, e o marqueteiro oficial do governo federal, João Santana, está otimista. e ” afirma que a presidente Dilma Rousseff ganhará a reeleição no primeiro turno em 2014.

O povo está mais atento as condições sociais e aos serviços públicos oferecidos pelo governo. Perceberam que mais que discurso a situação do país não é nada boa nestes doze anos do governo petista. E o PT não mudou seu discurso de inclusão e redistribuição de renda feito através da classe média,  transformando a pobreza extrema em pobres. Não temos vistos projetos eficazes do governo da Dilma. Estas foram as cobranças da classe média que sustenta esta país com seu trabalho e é obrigada a pagar altos juros e onerosa taxa de impostos.

As grandes questões centrais do Brasil não mudou nem alterou as demandas sociodemográficas do país. E ainda vão usar isso como plataforma política como sempre fizeram sem alterar a qualidade, traduzindo apenas em promessas. Agora o governo não poderá mais responsabilizar  governos anteriores, pois demostrou que no poder efetivou uma prática histórica.

Queremos ver programas reais e não discursos genéricos. Em prol da governabilidade e de seu projeto de poder o PT fez pactos com o PMDB e ficou engessado num governo medíocre e sem uma efetiva administração pública. O povo contratou um governo através das urnas e percebeu que fez um péssimo negócio colocando eles no comando da nação. Existe uma grande inversão de valores. E para o bem da nação é necessário mudanças.A demissão de muita gente neste Congresso de incompetentes. O atual governo federal administrou a pobreza e não decolou o país para o crescimento necessário em infra-estrutura. Houve até o aumento da taxa de analfabetismo. O PT é um péssimo administrador. Inflou a máquina administrativa aumentando a burocracia e a corrupção histórica.

O casamento de Marina com Eduardo Campos ainda é algo incerto. Pegou muita gente de surpresa. Uma forma de Marina manter a polarização entre PT e PSBD. acho que Marina fez um péssimo negócio. Deveria ter ficando na dela. A morte de dois rebeldes ao governo petista? Seria realmente uma antropofagia de anões como disse o marqueteiro petista, João Santana.

O PT não deve esquecer que ele fez canibalismo com boas lideranças do seu partido em prol da manutenção de uma liderança lulista. E um canibalismo administrativo que o povo não aguenta mais em menos tempo do que muitos partidos que estiveram no poder.

O que teremos como opção a presidência? Anões antropofágicos em busca do poder, um  playboy, e o continuísmo da incompetência com discursos populistas.

O que o povo deseja? Pelo menos o fim da corrupção que assola a nação e depreda nosso patrimônio produzindo servições públicos de péssima qualidade.

Parece que piorou.

AécioEduardo CamposMarinaPSBPSDBPT
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ECONOMIA DO ESTADO PRIVADO

Friday, 04 October 2013 by Mika Rodrigues
Fabio Barbosa, presidente do Grupo Abril

Fabio Barbosa, presidente do Grupo Abril

Problemas da economia não são difíceis de resolver, diz presidente do Grupo Abril, Fábio Barbosa, em entrevista a Folha de São Paulo.

O Estado há décadas não investe em infra-estrutura e hoje se torna mais oneroso para não fazer nada do que obras sem as mínimas condições de planejamento. Segundo Barbosa, além de convivermos com o baixo investimento histórico, temos uma limitada capacidade de investimento do Estado.

Será que o Estado tem mesmo esta limitação? Se tem, qual é a cara desta limitação? No país que tem uma das maiores cargas de impostos do mundo, batendo recorde em arrecadação, como se dá esta limitação de investimento em infra-estrutura? A sociedade enche os cofres públicos e não sabe para onde vai tanto dinheiro. O retorno é a falta de investimento em infra-estrutura e o discurso que o Estado possui uma limitada capacidade de investimento.

A limitada capacidade do Estado é de gerenciamento? Colocamos pessoas incompetentes para administrar o nosso dinheiro público?

E as relações do governo quando se abre para concessões no setor privado em infra-estrutura tem sido o maior gargalo na promiscuidade entre o público e o privado. E novamente o povo paga por estas relações promíscuas. O grande problema do Estado e suas concessões públicas é a corrupção e o descaso com o nosso patrimônio público em mega obras que não terminam e se tornam o ralo para o enriquecimento ilícito de muita gente, tanto do setor público, quanto do privado.

Transposição e Transnordestina

Transposição e Transnordestina

E o Brasil, neste contexto sempre vai ser o país do futuro por estar em atraso. Uma nação riquíssima e historicamente sendo depredada tanto pelo setor público, quanto pelo magnatas do setor privado. Basta observarmos os PACs do governo, a burocracia e as obras que por problemas de contrato, corrupção, desvio público nas vias privadas não saem do papel, onerando o povo e trazendo sofrimento, colocando a produção e o trabalho dos brasileiros no ralo. Estas são as aberturas de concessões de um Estado com uma máquina.

Agora o governo está se abrindo para concessões no setor privado em infra-estrutura, que é justamente o maior gargalo, segundo Barbosa, numa tentativa de equilibrar um cenário internacional desfavorável com uma baixa taxa de crescimento e alto nível de desemprego.

Cemitério de locomotivas no Horto Florestal, em Belo Horizonte. FERROVIAS NO BRASIL: SUCATEAMENTO COMPLETA 150 ANOS.

Cemitério de locomotivas no Horto Florestal, em Belo Horizonte.
FERROVIAS NO BRASIL: SUCATEAMENTO COMPLETA 150 ANOS.

O que os bancos fazem no gerenciamento do caos. O que sempre fizeram, manipulação das taxas de juros, e de preferência no que diz respeito ao país em desenvolvimento para cima. “O BC tateou esse equilíbrio mudando os patamares dos juros, para depois entender que teriam que ser mais altos. E o BC voltou com coragem para reequilibrar. É uma leitura de mercado difícil de fazer, até o FED teve leitura volátil.” A volatilidade do FED sabemos qual é.

“Brasil sempre teve um problema oposto. Aqui é preciso conter o potencial de consumo às vezes para evitar superaquecimento. E há uma demanda reprimida gigantesca na infra-estrutura. Diferentemente de outros, sabemos nosso caminho.
Não temos aeroportos e estradas vazias, temos é necessidade de novos aeroportos e estradas. E o que não temos é o capital, a questão é como gerar mais capital.”

Se o nosso problema é conter o consumo onerando os produtos e o  povo com altos impostos  e elevando as taxas de juros para que a população não tenha acesso a qualidade de vida, seria este o caminho de um Brasil tupiniquim? Um total contrassenso.

 

economiaEstadoInfra-estrutura
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A REVOLUÇÃO SÍRIA

Thursday, 03 October 2013 by Mika Rodrigues

YASSER MUNIF, um professor visitante do Emerson College, concedeu na semana passada uma

YASSER MUNIF, um professor visitante do Emerson College

YASSER MUNIF, um professor visitante do Emerson College

entrevista a Jeff Napolitano, transmitida pelo programa de rádio da seção do Oeste de Massachussetts do American Friends Service Committee, intitulada “Inside the Syrian Revolution and What the Left Must Do“. Uma transcrição da entrevista, feita por Linda Quiquivix, foi publicada no blog Syria Freedom Forever. Esta é uma transcrição da entrevista aprovada por Yasser Munif e foi publicada originalmente, em inglês, por Socialist Worker. Esta versão em português foi feita por Sebastião Nascimento e aprovada por Yasser Munif.

YM – Neste verão, passei dois meses no norte da Síria, na área libertada, e essa experiência foi uma lição de humildade. Aprendi muito e vi uma revolução popular em curso. As pessoas estão reconstruindo as instituições, administrando suas cidades após o colapso do Estado e do regime, e é uma tarefa cercada de desafios, pois não há recursos, não há dinheiro e são contínuos os ataques do regime. Essas áreas a que me refiro no norte foram libertadas – não há confrontos no terreno. Mas os bombardeios aéreos são constantes e mísseis continuam a ser lançados contra essas cidades.
As pessoas então recorrem a soluções criativas: estão criando instituições políticas. Há conselhos
locais em cada uma dessas cidades, que se reúnem semanalmente. Eles discutem tudo o que diz
respeito à cidade e tentar resolver seus problemas.

Há milhões de pessoas que ouvem a mídia ocidental e outras mídias falarem de guerra civil e coisas assim, mas a maioria dessas pessoas rejeita esses rótulos. É verdade que estão enfrentando um período crítico, há desafios cruciais pela frente e existem jihadistas tentando minar seu esforço – além, claro, do regime. Mas elas acreditam que há uma revolução popular em curso na Síria.

Jihadistas executam homens na Siria (Foto: AFP)

Jihadistas executam homens na Siria (Foto: AFP)

JN – Os jihadistas são frequentemente considerados como parcela dos “rebeldes”. Mas são, como você diz, algo completamente distinto da revolução propriamente dita.

YM – Correto. Ao longo dos últimos três ou quatro meses, os revolucionários vêm lutando, na
verdade, em duas frentes. Por um lado, existe o regime, e por outro, há os jihadistas – os grupos al-Nusra e aqueles criados pela al-Qaeda. Na verdade, os jihadistas estão prendendo, torturando e matando muitos ativistas, pessoas que têm mantido a resistência desde o primeiro dia. A maioria dos grupos criados pela al-Qaeda não estão realmente confrontando o regime. Eles mantêm sua presença nessas áreas do norte. Permitem que o Exército Livre Sírio e outras facções enfrentem o regime e vêm na sua cola para ocupar todas as cidades e todos os vilarejos que são libertados. São muito cruéis. Como disse, estão prendendo ativistas – qualquer um que os critique é preso, torturado, às vezes morto. Neste exato momento, eles mantêm mais de 1.500 ativistas em suas prisões.

Rebeldes sírios juntam-se à Al-Qaeda

Rebeldes sírios juntam-se à Al-Qaeda

Como pode ver, há duas frentes na Síria atualmente: os jihadistas de um lado e o regime do outro. É por isso que muitas pessoas acreditam que os jihadistas estão de algum modo aliados ao regime sírio. A al-Qaeda está, na verdade, fornecendo petróleo para o regime. O oleoduto tem de atravessar a região controlada por grupos criados pela al-Qaeda para que o regime faça o petróleo chegar até a região costeira.

As coisas são, portanto, muito mais complexas do que podem parecer aqui nos EUA, onde se leem artigos o tempo todo falando da dominação da “al-Qaeda”. A al-Qaeda na realidade não é parte da revolução. É antirrevolucionária.
JN – Correto. O debate que domina o Congresso parece ser em torno da questão de quem assumirá o poder se bombardearmos a Síria. Existem muitas pessoas no Congresso, especialmente republicanos, que parecem pensar que o problema com o bombardeio é apenas que a al-Qaeda passaria a ter o controle do país – ao invés de considerar que bombardear o país simplesmente não é uma boa ideia. Um dos mitos ou impressões populares na mídia é que os rebeldes que se opõem a
Assad e ao regime são favoráveis a um ataque contra a Síria. É isso mesmo?

YM – De longe, não posso dizer. Acredito que a população esteja dividida. Muitos são contrários aos ataques. Acredito que algumas pessoas, por causa da destruição e da violência e da mortandade, veem um ataque dos EUA como uma “saída”, mas não penso que sejam necessariamente a maioria. As pessoas aprenderam nos últimos 30 meses que ninguém é um verdadeiro aliado de sua causa ou se importa com a população síria – que o povo sírio de fato não tem amigos. Eles compreendem que o Ocidente – Europa e EUA – não são necessariamente favoráveis à vitória da revolução.

Quando você conversa com um cidadão comum na Síria, naquelas áreas libertadas, eles lhe contam que, quando quer que estejam perdendo território na luta contra o regime, eles recebem armas – e quando quer que estejam vencendo, as armas param de chegar. A razão disso é que o Ocidente e os EUA querem ver a continuidade dessa guerra como um impasse, pois é isso que mais lhes interessa.
Eles não estão necessariamente em favor do regime e não são necessariamente favoráveis à vitória dos revolucionários – ou do que eles chama de “al-Qaeda”.

Assim, o melhor para os EUA até agora tem sido sustentar a continuidade do conflito. Esse também é o interesse de Israel – que não quer necessariamente ver os revolucionários vencerem. Muitos políticos israelenses e americanos defendem manter um Bashar enfraquecido no poder.

JN – Estou realmente curioso a respeito disso, porque ninguém – nem mesmo na esquerda – fala
sobre como a revolução realmente se apresenta. Ao ouvir você, lembro-me do que aprendi a respeito da Revolução Espanhola na década de 1930, quando os anarquistas e socialistas também estavam se batendo com uma guerra em duas frentes: uma contra os fascistas e outra contra os comunistas. Essa é uma história mais complicada, mas o que me chamou a atenção foi que suas descrições da revolução desenvolvendo suas próprias instituições são similares à Espanha, onde uma sociedade igualitária chegou a desabrochar. Qual é a face da revolução vista de perto na Síria?

Manifestantes antigoverno acompanham enterro de civis mortos por forças sírias, nesta segunda (20), em Damasco (Foto: AP)

Manifestantes antigoverno acompanham enterro de civis mortos por forças sírias, nesta segunda (20), em Damasco (Foto: AP)

YM – A revolução é muito complexa. É bastante multifacetada e há diversas coisas acontecendo simultaneamente na realidade. A parte predominante é a revolução popular. Mas há também uma semi-Guerra-Fria em curso entre os EUA e seus aliados, de um lado, e a Rússia e seus aliados, de outro. Há também um conflito entre o Irã e seus aliados, de um lado, e Israel e o Golfo, do outro.
Existem, portanto, diversas camadas nesse conflito, mas a que predomina é a revolução popular. Acho que é muito importante compreender isso.

Outra razão para comparar a Revolução Síria com a Guerra Civil Espanhola, da maneira como você vinha fazendo, é que todo esquerdista tem uma opinião sobre o que está ocorrendo na Síria, assim como também acontecia com a Revolução Espanhola muitos anos atrás. E a maior parte da esquerda, infelizmente, está assumindo a posição errada. Estão considerando a revolução síria de uma forma fundamentalmente binária e reducionista.

JN – Trata-se da esquerda americana ou da esquerda síria?

YM – Mesmo a esquerda na síria e a esquerda árabe estão divididas, assim como as esquerdas americana e europeias.Em grande medida, esse conflito é entendido como uma guerra entre os EUA, de um lado, e pessoas que são contrárias aos EUA, do outro – “anti-imperialistas”, como alguns dizem. Esse lado inclui o Hezbollah, no Líbano, o Irã e o regime sírio, e seus apoiadores acreditam que a Síria tem ajudado os palestinos. Isso se baseia numa completa ignorância a respeito da história síria e do quão violento foi o regime sírio ao longo dos últimos 40 anos contra a luta palestina.

De certo modo, esses esquerdistas estão na verdade aderindo à doutrina Bush – o “ou/ou”, sem espaço para qualquer grau de complexidade em sua posição.

JN – Em outras palavras, “ou está conosco ou está contra nós”.

YM – Sim. A forma binária e reducionista de pensar sobre a revolução.

Acho que isso é muito prejudicial. Está mandando a mensagem errada para o povo sírio. Muitos sírios acreditam que a esquerda é, por definição, favorável ao regime. Recentemente, vimos protestos em Nova York e em outras cidades com pessoas se manifestando contra a guerra e segurando retratos de Assad.

Solidariedade com a revolução da Síria

Solidariedade com a revolução da Síria

JN – Alguns dias atrás, havia uma fotografia em destaque no Boston Globe, acompanhando um artigo sobre os protestos, e focaram um grupo de pessoas no meio da multidão que estavam carregando bandeiras do regime sírio com a foto de Assad estampada bem no meio. Isso imprime ao protesto inteiro a marca de um posicionamento não propriamente contrário ao bombardeio na Síria, mas em favor de Assad. Mas eu sei de algumas das organizações que promoveram o protesto para as quais isso vai no sentido contrário à mensagem que estavam tentando transmitir.

YM – Correto. Essa parte da esquerda está perdendo sua credibilidade. As pessoas nos EUA ou no mundo árabe ou na Síria não necessariamente perceberão isso como uma mensagem realmente contra a guerra. Verão as fotos de Assad e perceberão essas manifestações como propaganda – não realmente contrárias à guerra.

Acho que a esquerda tem uma tarefa importante diante de si. Deve formular uma posição nova, mais coerente – uma posição na qual se coloque ao mesmo tempo contra a guerra e contra a ditadura. Enquanto não fizer isso, não terão qualquer margem de credibilidade.

As pessoas na Síria verão essas imagens praticamente como uma licença para matar, pois o regime sírio vêm transmitindo essas manifestações na TV estatal, mostrando o quão popular é no Ocidente – que as pessoas estão se manifestando nas ruas de Nova York e outras cidades com fotos de Assad.
O regime sírio não tem sido capaz de organizar manifestações ou comícios assim nem mesmo na
própria Síria. Ficam muito contentes, portanto, ao vê-los surgirem em outras partes do mundo.
Muitas das pessoas que se manifestam não fazem a mínima ideia sobre a realidade daquilo que os sírios vêm enfrentando – suas lutas, seus combates, sua resistência cotidiana, aquilo que estão tentando construir e a criatividade daquilo que estão fazendo.

Acredito que também existe algo de racismo envolvido nisso – de simplemente negar qualquer tipo de iniciativa aos sírios e dizer “Isso tudo é uma grande conspiração e os EUA vêm planejando isso desde o início – é uma conspiração contra Assad”. Isso significa que os sírios não têm qualquer iniciativa, que na verdade não sabem pensar por si mesmos, não são capazes de fazer uma revolução. Acho que é um grande erro que a esquerda está cometendo.

JN – Tenho comigo a proposta apresentada pela secretária-geral do American Friends Services Committee, Shan Cretin, em uma carta endereçada ao Presidente Obama e ao Congresso. O que ela demanda é um amplo embargo ao envio de armas para todas as partes envolvidas no conflito; que a única solução na Síria é uma solução política; apoio aos esforços de Lakhdar Brahimi, o enviado conjunto da ONU e da Liga Árabe; pressionar para que rapidamente se reúna uma nova Conferência de Genebra; e que os EUA deveriam se pautar por uma transição que se baseasse nas instituições já existentes na Síria, em lugar de as remover, além de não alijar as pessoas que tiverem servido o governo ou o exército. O que você acha dessa proposta e o que você acha que a esquerda americana deveria fazer?

YM – Acredito que o mais importante para o movimento progressista e para as pessoas que realmente se importam com as revoluções árabes e querem apoiá-las e demonstrar sua solidariedade é afastar-se das alianças com quaisquer estados e construir um movimento social que apoie a população síria.

Essa solidariedade pode assumir diferentes formas. Pode ser por meio de relatos – um jornalista responsável que vá à Síria, veja o que está realmente acontecendo e tente levar a sério seu trabalho.
Muito do que vem sendo noticiado é sobre as lutas internas e sobre o aspecto militar da revolução, mas acredito que essa seja somente a ponta do iceberg – é a parte mais visível, mas não é a mais importante.

O que está acontecendo na Síria é muito mais que isso. Há muitas revoluções em curso em todos os campos: o político, o cultural, o social, o econômico. as pessoas estão criando novas instituições com novas ideias – estão tentando enfrentar os problemas mais difíceis e superá-los.

pai sírio observa enquanto um turco da equipe médica examina sua filha, que desenvolveu dificuldades na respiração. Foto: ACNUR/A.Branthwaite.

pai sírio observa enquanto um turco da equipe médica examina sua filha, que desenvolveu dificuldades na respiração. Foto: ACNUR/A.Branthwaite.

As pessoas na Síria precisam de médicos, precisam de engenheiros, precisam de qualquer ativista que os possa ajudar. O que é necessário é um movimento global de solidariedade que transcenda a política estado cêntrica que tem dominado pelos últimos 30 anos, revolvendo em torno de governos
e exércitos e tudo o mais. Acredito que esta é a mensagem mais poderosa que podemos enviar à população síria: construir um movimento social global alternativo que realmente compreenda a complexidade da revolução síria e não a reduza a “jihadistas” e “al-Qaeda”, mas compreenda que existem diferentes camadas.

Progressistas e esquerdistas deveriam promover o lado revolucionário e não apenas repetir a narrativa conspiratória que temos visto na mídia.

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ANALFABETISMO CRESCE NO BRASIL

Sunday, 29 September 2013 by Mika Rodrigues

Professores da rede pública de educação votaram por unanimidade pela manutenção da greve. (Foto: Janaína Carvalho/G1)Professores em greve ocupam Câmara de Vereadores do Rio

Os profissionais de educação não concordam com o plano de cargos e salários enviado pela prefeitura à Câmara dos Vereadores.

Greve desde 8 de agosto

Os professores da rede municipal entraram em greve no dia 8 de agosto. “Entramos em greve no dia 8 de agosto por uma educação pública de qualidade. Temos uma pauta enorme que o governo nem sequer discutiu. A proposta enviada à Câmara prejudica a carreira de todos os profissionais da educação”, afirmou Susana Gutierrez, coordenadora regional do sindicato. Professores da rede pública de educação votaram por unanimidade pela manutenção da greve.

“Queremos a retirada desse projeto de plano de cargo do prefeito. Ele formulou a proposta de forma individual, não houve a discussão com o sindicato, apesar de ele ter se comprometido a fazer esse debate com a direção do sindicato antes de encaminhar para a Câmara. De posse desse conteúdo, verificamos que esse plano não aponta para uma valorização da categoria”, afirmou a coordenadora do sindicato Ivanete Conceição.

E o analfabetismo cresceu no Brasil pela primeira vez em 15 anos, um aumento de aproximadamente 300 mil pessoas entre 2011 e 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.

O dado surpreendeu o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que vinha apontando uma redução no analfabetismo nos últimos anos.

Analfabetismo no Brasil supera média da América Latina

Analfabetismo no Brasil supera média da América Latina

Segundo Jussara de Barros, Pedagoga Equipe Brasil Escola, o índice de analfabetismo no Brasil ainda é grande, tendo milhões de analfabetos acima dos 15 anos de idade.

Isso é uma realidade causada pelos modelos de educação arcaicos, sem inovações, que tolhem a capacidade criativa dos sujeitos, gerando insegurança e insatisfação pessoal.

VERGONHA NACIONAL

O crescimento do analfabetismo é a prova que o governo em meio a tantas promessas e discursos não passa de um embusteiro. E o governo ficou calado diante do fato. E a imprensa também não publicou uma só matéria mais abrangente em termos políticos sobre o assunto.

Lula,  disse aos paulistanos que Fernando Haddad fora o maior ministro da Educação de todos os tempos. Mas a magistral mentira de Lula foi desmontada com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

De acordo com o levantamento, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais de idade é de 8,7%, o que corresponde 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, taxa foi de 8,6%, equivalente a 12,9 milhões de pessoas. Trata-se da primeira vez que a taxa de analfabetismo aumenta em quinze anos. A última vez que o índice cresceu em relação ao ano anterior foi em 1997.

Sempre monitorado pelo Palácio do Planalto, o IBGE explicou que a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança”, e não significa obrigatoriamente que o índice de analfabetismo aumentou, mas que se manteve.

Esse cenário  mostra  o fracasso de Fernando Haddad como ministro da Educação, e também  do seu sucessor na pasta, o petista Aloizio Mercadante.

Alagoas é líder em analfabetismo no Brasil, segundo dados da Pnad

Alagoas é líder em analfabetismo no Brasil, segundo dados da Pnad

O messianismo petista de camelô, o Nordeste foi a região do País que registrou o maior índice de analfabetismo, 17,4%, com alta de meio ponto percentual em relação a 2011, quando bateu na casa de 16,9%.

Isso mostra que o programa “Bolsa Família” é um instrumento que permite ao PT manter e aumentar o seu curral eleitoral, sem que a contrapartida (manter os filhos na escola) seja cobrada.
Dilma Rousseff,  que gosta de incensar a última década como sendo o período em que o Brasil foi de fato descoberto, deveria  explicar este atentado contra a cidadania que envergonha a nação. Pior que o analfabetismo é o analfabeto político que mantém os donos do poder. Se vocês acharam muito, constatem que hoje, mais de dez anos de PT, os analfabetos funcionais somam 71,5% da população, quase dez pontos percentuais a mais que em 2002.

AnalfabetismoPT
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SAÚDE E SANEAMENTO

Friday, 27 September 2013 by Mika Rodrigues
Em cada duas casas brasileiras com água na torneira, apenas uma está ligada à rede de esgoto Quase 5 milhões de crianças estão expostas a riscos de doenças por falta de saneamento, diz IBGE "Não há comprometimento das prefeituras", diz ONG sobre cidades que ignoram política de saneamento Segundo IBGE, mais de 70% dos municípios não têm política de saneamento; 48,7% não fiscalizam qualidade da água

Em cada duas casas brasileiras com água na torneira, apenas uma está ligada à rede de esgoto
Quase 5 milhões de crianças estão expostas a riscos de doenças por falta de saneamento, diz IBGE
“Não há comprometimento das prefeituras”, diz ONG sobre cidades que ignoram política de saneamento
Segundo IBGE, mais de 70% dos municípios não têm política de saneamento; 48,7% não fiscalizam qualidade da água

Enquanto discutimos a problemática da vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, o básico em saúde em anos de vários governos continua  precário.

Saúde básica começa com a educação e as condições  ambientais. A equação é simples. Melhores condições de saneamento resultam em melhores condições de vida para a população e redução de gastos com a saúde. A sociedade ocidental moderna sabe disso desde o primeiro sistema de drenagem de esgotos do mundo em Paris, no fim do século 19. Só o Brasil parece não ter aprendido a lição.

E no geral, os governos não investem em saneamento básico. Este é um comportamento histórico que mudaria totalmente o quadro de milhões de pessoas no Brasil.

Mesmo com o crescimento da participação do setor privado, a maior parte do mundo possui o modelo de gestão pública, um monopólio natural. Com exceção da Inglaterra e da França, os sistemas de água e de esgoto da maior parte dos países ainda são operados pelos setores públicos locais.

De acordo com o maior portal de saneamento básico, mais de metade da população, precisamente 57%, ainda não tem acesso a esgoto. A ausência de saneamento é responsável pela proliferação de centenas de doenças que podem levar à morte.

As crianças são as mais afetadas. É um descaso de décadas. Afinal, requer investimentos de vulto e que ficam sob a terra, sem aparecer para os eleitores. A lei do saneamento básico só foi sancionada em 2007, depois de anos parada no Congresso.

Pantanal sem água: falta de saneamento básico afeta saúde de ribeirinhos

Pantanal sem água: falta de saneamento básico afeta saúde de ribeirinhos

Recentemente, a pesquisa Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro, produzida pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, constatou que o Sistema Único de Saúde economizaria R$ 745 milhões e salvaria 1.200 vidas por ano com a universalização do saneamento. Haveria um crescimento de R$ 1,9 bilhão no Produto Interno Bruto (PIB) do setor de turismo. São necessários argumentos econômicos para convencer os governantes a investir dinheiro público em saneamento. Vidas que poderiam ser salvas já não servem de argumento.

Os municípios, em geral, não têm recursos. Estados e União não se entendem sobre financiamento, e nada se faz. E, quando se faz algo, os governantes contrariam os melhores modelos quanto à sustentabilidade. Pequenas centrais de tratamentos nos bairros, mais baratas e eficazes, são adotadas na Europa. Quando vemos as iniciativas propostas por governo e empresários, encontramos megaprojetos, mais caros e demorados. Só que a Saúde da população não espera.

Saneamento Básico
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A MORAL E A FÉ

Friday, 27 September 2013 by Mika Rodrigues

A prática da Fé se perdeu nos rituais pragmáticos da prática. A prática determina a Fé? Mas, existe o purgatório das moralidades.

As demandas do purgatório das moralidades exigem outra fórmula de Fé que a Igreja colocou como regra de saída desse purgatório. Estas conquistas vieram através de ONGs.  Novas regras.

A Lei sobrepujando a Fé. A Igreja sempre teve problemas morais e doutrinou os seus fiéis não a equacionarem estas dificuldades historicamente construídas, mas na  dependência de lideranças.

A Moral rivalizando com a Fé. Discussões moralistas de Fórum Íntimo. Discussões que abrangem até a teologia íntima. A guerra física e espiritual se dá seguindo a rota de um mesmo mecanismo do condicionamento do pensamento humano. Seu Deus para manter o poder promove guerras no céu e na terra. O que tem em cima, tem em baixo, disse Jacob Boheme.

O problema  do Cristianismo sempre foi de ordem prática. Quando a prática sobrepuja a crença, torna a o caminho para a divindade um estrada perigosa por se condicionar o exercício  duro e repetitivo diante das mudanças históricas do comportamento social. É uma linha muito tênue onde o fiel tem que ter maturidade e equilíbrio para caminhar e atravessar este deserto.

Assim foi a saída do povo do Egito e sua purgação no deserto até a entrada da terra prometida.

I. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 13 – 14)  II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 15.36 – 18.28) III. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 18.23 – 28.31)

I. A PRIMEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 13 – 14)
II. A SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 15.36 – 18.28)
III. TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA (AT 18.23 – 28.31)

Mudança de cultura é um dos aspectos condicionantes mais difíceis na ordem da atividade humana. E o novo cristão passa por este período de maturação até conseguir transformar costumes antes considerados naturais aos olhos dos costumes.

Esta foi a grande dificuldade do apóstolo Paulo na criação e organização da igreja primitiva diante da diversidade de cultura, de usos e costumes em todo seu processo de evangelização.

Na primeira viagem missionária as igrejas na Galácia são estabelecidas (At 13 – 14). As cartas de Paulo aos Gálatas foram enviadas para estas igrejas.

Na segunda viagem, o evangelho foi levado até a Macedônia, e fundaram-se igrejas em Filipos e em Tessalônica (At 15.36 –18.22). Na Acaia, Paulo fundou a igreja em Corinto, e apresentou seus ensinos na mais alta instância filosófica do mundo ocidental: o Areópago em Atenas (At 17.19-34).
Na terceira viagem, Paulo permaneceu mais de dois anos em Éfeso, formando ali uma importante comunidade cristã (At 19). O evangelho se espalhou pela Ásia Menor, chegando a Colossos e a Laodiceia.

E os problemas de ordem prático começaram a existir dentro destas igrejas. O Evangelho que diz ser o detentor da “salvação”, das boas novas e libertação se vê aprisionado diante das leis e discussões de usos e costumes que sobrepõem a fé.

Hoje não é diferente no que tange as discussões que se tornam mais importantes que a vida humana diante das aprovações ou não de comportamentos construídos socialmente e considerados imorais diante de um contingente de pessoas que se dizem acreditar na doutrina de um evangelho da “salvação humana”. A pergunta é do que necessitamos sermos salvos?

Não existem grandes diferenças nas leis sociais ou de fundamentos cristãos na base das nossas leis morais jurídicas no direcionamento da ética comportamental do cotidiano social.

Se a problemática do homem  hoje é de ordem moral que reflete na sua ética  cotidiana, não é diferente do homem cristão, ateu, de outras religiões, tempos e sociedades. As dissonância das vozes no mundo são uma ilusão neste aspecto. E mesmo a prática da fé pode ser de ordem destrutiva.

Ética.FéMoral
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UM TRILHÃO IMPOSTOS

Tuesday, 24 September 2013 by Mika Rodrigues

A previsão esta esta terça-feira (24), a marca recorde de R$ 1,1 trilhão do Impostômetro da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). O valor correspondente de todos os tributos pagos por nós brasileiros desde janeiro deste ano para o governo (União, Estados e municípios).

BNDES tem R$ 1,2 bi a receber de Eike Batista em 2013

BNDES tem R$ 1,2 bi a receber de Eike Batista em 2013

A despeito do discurso dos governos e propagandas  nas mídia pagas, você sentiu alguma diferença em sua vida pessoal. O retorno deste grande montante que deveria ser aplicado em qualidade de vida para a população.

Nosso país não bate apenas o recorde em arrecadação. Está classificado entre os  países que mais cobram impostos e que  oferece o menor retorno em serviços públicos de qualidade, segundo estudo do IBPT, Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

 FALSO DEBATE, POUCO IMPORTA SE O FILHO DO LULA É SÓCIO OU NÃO DA JBS/FRIBOI, O QUE NOS INTERESSA É SE NO BRASIL ESTÁ HAVENDO A CRIAÇÃO DE MONOPÓLIOS E A CARTELIZAÇÃO DO RAMO DE ALIMENTOS

Debate: No Brasil está havendo a criação de monopólios e a carterização do ramo de alimentos 

Esta é uma herança do nosso colonialismo que temos que mudar. Só haverá mudança com a população cobrando dos governos a transparência, dos sistemas públicos na luta contra a corrupção.

A postura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES usa  recursos públicos, do trabalhador brasileiro, em operações privadas que favorece a concentração de mercado, enquanto a saúde e a educação passam por sérias crises.

Segundo estudo publicado pelo Jornal o Estadão, as empresas que  elegem mais políticos recebem mais recursos do BNDES. As conexões políticas ajudam nos empréstimos gerando a retro alimentação na manutenção de políticos através da mediação do banco público que funciona como hospital de empresas privadas.

Os principais “fregueses” do banco – são os setores automobilístico e de petróleo & gás e empresas de telecomunicações.

arrecadação de impostosBNDESServiços Públicos
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EFICIÊNCIA FÍSICA

Sunday, 22 September 2013 by Mika Rodrigues

Impedimento Físico 1

Mais de um bilhão de pessoas da população mundial, vivem algum tipo de deficiência física.  A maior minoria do mundo que com frequência enfrentam muitas barreiras que inviabilizam sua participação em de todos os aspectos da sociedade.

O Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O  Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, 21 de setembro visa buscar esta conscientização e a promoção de políticas de inclusão para os portadores de deficiência física.

Os desafios a serem enfrentados são muitos e podem ser classificados em  ambiente físico, psicológico, econômico e tecnológico.

Ambiente Físico

O homem sempre modificou seu ambiente físico de acordo com as suas necessidades de adequação física priorizando os não portadores de deficiência física. Hoje existem políticas de conscientização e leis que protegem os deficientes físicos, bem como a obrigatoriedade de adequação de espaços físicos adaptados para portadores de deficiência.

Psicológico

Todos nós temos algum tipo de deficiência. Somos iguais nas diferenças, apesar dos deficientes físicos serem  colocados em um patamar inferior na sociedade.

Órgãos públicos, instituições de ensino e empresas ainda não estão maduras suficientemente para recebê-los, sendo necessário não só melhorar a infraestrutura dos ambientes, mas também melhorar o nível de conscientização da sociedade no sentido de combater estereótipos, fomentando o respeito e os direitos dos deficientes.

Nossa história  e cultura em diferentes momentos vê a deficiência  física com rejeição. As representações sociais e atitudes em relação às pessoas com deficiência física têm sido negativas. O deficiente físico ainda é visto como um  obstáculo e uma pessoa incapaz. No passado a deficiência física  era  demonizada, vista como punição, uma consequência de culpa. A deformação produzia os segregados, marginalizados e discriminados.

A partir do século XX há   um movimento que tende a aceitar as pessoas deficientes e sua integração ao cotidiano social, tanto quanto possível. Houve a expansão da educação especial. Surgem instituições de deficientes, legislações específicas e movimentos para promover o bem-estar das pessoas com deficiências.

Econômico

Garantir o acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho.

2517_487771014622363_753093476_nDe acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Antônio José Ferreira, nem 50% das vagas de trabalho que deveriam estar ocupadas por deficientes, de acordo com a Lei 8.213 de julho de 1991, estão preenchidas.

Ele observa, no entanto, que é preciso criar uma cultura de inclusão na sociedade brasileira. “No caso das pessoas com deficiência não temos leis que sejam punitivas, então, temos que fazer sensibilização, campanhas”, disse.

Tecnológico

A tecnologia evolui não apenas para modificar o ambiente. Ela pode produzir soluções para pessoas com deficiência física. Surgem equipamentos direcionados aos portadores de deficiências.

Através da mediação tecnológica as  dificuldades do portadores de deficiência são diminuídas, dando-lhes oportunidades de participação efetiva do cotidiano social, utilizando das sua potencialidades disponíveis.

Graças a tecnologia o maior físico da atualidade, Stephen William Hawkingmontar loja de roupas, pode contribuir para a humanidade com sua genialidade.

Aos 21 anos, Stephen foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que ataca os músculos do corpo mas não atinge as funções cerebrais. Em decorrência da doença, Hawking contraiu pneumonia e desde então usa um sintetizador para se comunicar.montar loja de roupas

Contudo, a tecnologia deveria ser tornar mais acessível ao deficiente físico.

Por meio do desenvolvimento de recursos de acessibilidade, as ferramentas tecnológicas  abrem possibilidades de combate aos preconceitos, impostos pelas limitações, oferecendo uma oportunidade de condições para interagir e aprender, explicitando com mais facilidade e sendo tratado como um “diferente-igual”.

As diferenças não devem ser obstáculos à  interação, relação e integração com  seu meio. Com a democratização da tecnologia temos muito mais a aprender com os deficientes.

Sugestão de filme de superação. Um filme que ensina a todos nós sobre nossas deficiências.

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